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Tribunal diz que Trump pode remover dados históricos e climáticos de parques

Tribunal de apelação dos EUA decide que governo não precisa reinstalar placas removidas em parques nacionais sobre clima, imigração e escravidão

NPS workers reinstall a slavery exhibit in Philadelphia, following a judge’s order to reinstall it, in Pennsylvania on 19 February.
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  • Tribunal de apelação da primeira circuito decidiu que o governo dos Estados Unidos não precisa reinstalar materiais removidos de parques nacionais sobre clima, imigração e escravidão.
  • Os conteúdos foram retirados pelo governo federal, sob o governo de Donald Trump, em uma ação considerada “indução ideológica” pela administração.
  • Em 2025, o secretário de Interior, Doug Burgum, mandou que o Serviço Nacional de Parques (National Park Service, NPS) flagasse para remoção imagens, descrições e narrativas que “inapropriadamente menoscrevam o passado dos americanos”.
  • Em junho, um juiz distrital havia ordenado a reinstalação de conteúdos removidos em até 21 dias, situação que foi contestada pela defesa da administração.
  • O tribunal de apelação afirmou que o tribunal inferior errou ao concluir que as organizações não lucrativas teriam dano irreparável sem a reinstalação e que não apresentou evidência específica de prejuízo causal.

O tribunal de apelações dos Estados Unidos, primeira região, decidiu que o governo não precisa reinstalar placas e materiais removidos de parques nacionais relacionados a mudanças climáticas, imigração e escravidão. A decisão representa mais um desdobramento na disputa sobre como a história é lembrada em monumentos públicos.

A administração de Donald Trump removeu, ao longo do último ano, materiais considerados como “doutrinamento ideológico”. Em 2025, o então secretário do Interior, Doug Burgum, orientou a NPS a sinalizar para a remoção imagens e descrições que supostamente desvalorizavam o passado dos americanos.

Decisão da Primeira Turma do Circuito

Um painel de três juízes concluiu que a corte de primeira instância errou ao considerar que as organizações de defesa da memória histórica sofreriam danos irreparáveis caso as peças não fossem recolocadas rapidamente. O tribunal afirmou que não há evidências suficientes de danos específicos ligados à ordem de Burgum.

Os juízes acrescentaram que as organizações não apresentaram provas diretas de que a ordem presidencial causaria danos reputacionais ou redução de adesões, o que, segundo a decisão, seria necessário para caracterizar prejuízos relevantes aos réus. O caso segue em pauta para futuras determinações jurídicas.

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