- A corte de apelação de Paris deve anunciar nesta terça-feira se Marine Le Pen pode continuar na disputa pela presidência da França ou se permanece inelegível, após condenação anterior por uso de verbas do Parlamento Europeu.
- Na primeira decisão, Le Pen recebeu pena de dois anos de prisão em regime domiciliar com tornozeleira eletrônica e cinco anos de in ficou de exercer cargo público, com efeito imediato.
- O caso envolve a acusação de que a RN pagou assessores de forma irregular com verbas da UE, quando a liderança buscava resolver a grave situação financeira do partido.
- Se a corte manter a condenação original, Le Pen ficará inelegível, o que elevaria as chances de o líder mais jovem do RN, Jordan Bardella, assumir a candidatura presidencial caso Le Pen seja desqualificada.
- A decisão pode abrir caminho para mudanças no cenário; alguns veem Bardella como candidato natural, enquanto outros aguardam o desfecho definitivo da apelação de Le Pen.
A França aguarda nesta terça-feira a decisão do tribunal de apelação que pode confirmar, modificar ou anular a condenação de Marine Le Pen. A líder do RN foi considerada culpada, em 2025, por uso indevido de recursos do Parlamento Europeu. O veredito pode tornar Le Pen inelegível novamente.
A corte de Paris analisa a possibilidade de confirmação da sentença de dois anos de prisão, em regime domiciliar com tornozeleira eletrônica, associada a cinco anos de inegibilidade. A pena de inelegibilidade é a questão central que pode tirar Le Pen da disputa presidencial.
Caso a corte manter a inelegibilidade, o RN pode ter como candidato natural Jordan Bardella, de 30 anos, já indicado para concorrer caso Le Pen seja impedida. Bardella aparece como favorito em cenários alternativos, segundo pesquisas, embora com menos tempo de campanha.
Os advogados de Le Pen defendem a absolvição, enquanto o Ministério Público mantém o pedido de cumprimento da pena e da inegibilidade de cinco anos. A decisão é considerada de grande impacto político, com reflexos sobre o pluralismo e a competição eleitoral.
Entre as possibilidades, há a hipótese de condenação rápida sem suspensão, que impediria a candidatura. Outra opção seria uma pena intermediária, reduzindo a inegibilidade e criando espaço para eventual elegibilidade durante parte do período pré-eleitoral.
A avaliação dos juristas foca ainda em caminhos processuais, como possíveis recursos à Cour de Cassation. A decisão pode reabrir debates sobre o futuro imediato do RN e a configuração do cenário eleitoral francês para 2027.
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