- O ex-presidente Donald Trump concedeu onze perdões nesta sexta-feira, incluindo dois indivíduos condenados por fraude e nove acusados de violar a Lei federal do Ar Limpo ao desativar ou modificar controles de emissões de caminhões.
- Entre os beneficiados está Adam Kidan, ex-presidente de uma empresa de recrutamento industrial, que pegou quase seis anos de prisão em 2006 por compra de frotas de barcos de jogo.
- Outro agravado é Jack Harvard, condenado por fraude bancária nos anos oitenta, citado por Trump por ter bom comportamento após a condenação e por permitir que tropas treinassem em seu rancho.
- Os perdões ligados à Lei do Ar Limpo ocorreram dias após Trump assinar memorando à Agência de Proteção Ambiental, defendendo que pessoas nos EUA poderiam consertar seus veículos como quisessem.
- Eventos de 4 de julho em Washington sofreram com o calor extremo: desfile da Freedom 250 foi cancelado e a Great American State Fair encerrou atividades temporariamente.
Trump concede perdões a 11 pessoas pouco antes das celebrações de 4 de julho, nos EUA. Entre os beneficiados estão dois fraudadores condenados e nove acusados de violar a Lei de Ar Limpo ao desativar ou modificar controles de emissões de caminhões. A decisão ocorre durante o avanço de festas de aniversário do país.
Adam Kidan, presidente de uma empresa de contratação de mão de obra industrial, recebeu o perdão. Em 2006, Kidan foi condenado a quase seis anos de prisão pela compra de uma frota de barcos de jogos. O caso integrou investigações sobre um escândalo de lobby envolvendo Abramoff.
Jack Harvard também recebeu perdão, segundo registros legais. Harvard foi condenado por fraude bancária nos anos 1980. Trump citou o histórico pós-condenação do empresário e o uso de sua propriedade para treinar tropas dos EUA e da OTAN como parte do motivo.
Os outros nove beneficiários enfrentavam violações da Lei de Ar Limpo durante a gestão Biden, em períodos anteriores de Trump na Casa Branca. Trump publicou mensagens no Truth Social ressaltando que os casos envolviam pessoas que estavam sendo punidas por consertar veículos.
O presidente também assinou uma ordem em que a EPA poderia permitir aos donos de veículos consertá-los conforme desejarem, argumento repetido por ele em mensagens públicas. O governo citou ainda casos de mecânicos que modificaram sistemas de monitoramento de emissões.
Em fevereiro, a administração eliminou uma conclusão científica sobre emissões de gases do efeito estufa como perigosas à saúde humana e revogou padrões federais de emissões de escapamento para carros e caminhões.
O calor extremo domina grande parte do território americano durante as celebrações de 250 anos da declaração de independência. Pesquisadores associaram o aquecimento global ao fenômeno, com contribuições significativas de gases de efeito estufa.
Organizadores de um desfile em Washington DC, ligado ao projeto Freedom 250, cancelaram a edição marcada para sábado, citando alerta de calor extremo. A Great American State Fair no National Mall fechou temporariamente devido a casos de insolação.
A cobertura foi desenvolvida com contribuições da Associated Press e da Reuters. Fontes oficiais não indicam novas informações adicionais sobre os motivos dos perdões.
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