- Prefeitura de Correia Pinto interditou o Hospital Faustino Riscarolli, no topo de morro, após recomendação do Ministério Público, devido a risco geológico elevado na encosta classificada como nível R4.
- Defesa Civil identificou trincas, fraturas no solo e sinais de instabilidade, agravados por chuvas recentes.
- Pacientes foram transferidos na sexta-feira para a unidade básica de saúde no centro; após adequações, a estrutura será instalada em outra unidade no bairro Planalto até a inauguração de um novo hospital.
- Ministério Público deu prazo de 24 horas para a interdição, com laudo apontando insegurança estrutural desde avaliação realizada em 8 de junho.
- Novo hospital será construído no bairro Pró-Flor, com área de 3,3 mil metros quadrados; licenciamento depende de laudo ambiental e abertura de licitação após aprovação da Vigilância Sanitária.
O hospital Faustino Riscarolli, em Correia Pinto, foi interditado pela prefeitura após recomendação do Ministério Público de Santa Catarina devido ao risco geológico elevado. A intervenção ocorreu na última semana, com foco na segurança de pacientes e funcionários. A unidade tem 16 leitos e estava ocupada no momento da interdição.
Estudos técnicos da Defesa Civil indicaram trincas, fraturas no solo e sinais de instabilidade na encosta R4, o maior nível de risco de deslizamento. As imagens do laudo mostram avanço de fissuras, deformação de escadaria e grandes rachaduras na laje rochosa sob a edificação.
Na sexta-feira, 3 de julho, os pacientes foram transferidos para uma unidade básica de saúde no centro da cidade. A prefeitura planeja instalar a estrutura em outra unidade no bairro Planalto até a inauguração de um novo hospital.
A recomendação do Ministério Público, expedida na quinta-feira, determinou o prazo de 24 horas para a interdição, após investigações de um inquérito civil sobre as condições do prédio. O laudo da Defesa Civil, que embasa a medida, foi produzido a partir de vistoria realizada em 8 de junho.
Segundo a Defesa Civil, a condição do terreno pode se agravar com chuvas intensas. O parecer destaca que a instabilidade representa risco à integridade de pacientes, trabalhadores, visitantes e demais pessoas que circulam pela unidade.
Desde a última sexta-feira, o atendimento à população tem ocorrido na unidade de saúde da região central. Médicos, enfermeiros e serviços essenciais foram transferidos para manter o suporte médico imediato.
A prefeitura divulgou que um novo hospital será edificado em área geologicamente estável, no bairro Pró-Flor. A previsão é de 3,3 mil metros quadrados de área construída, com projeto já aprovado pela Vigilância Sanitária.
A administração municipal aguarda o laudo ambiental para concluir o licenciamento e abrir a licitação para o novo prédio. A medida busca garantir infraestrutura segura e compatível com as necessidades locais de saúde.
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