Em Campinas, o diretório paulista do Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou Fernando Haddad como candidato ao estado de São Paulo. A convenção partidária aconteceu na Arena Concórdia neste sábado (25).
Em Campinas, o diretório paulista do Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo. A convenção aconteceu na Arena Concórdia, neste sábado (25), e apresentou Márcio França (PSB) como vice.
No palco, Haddad criticou as políticas do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na segurança pública, educação e, principalmente, nas privatizações.
“O estado de São Paulo cresceu 0,4% contra 2% da média nacional, contra 5% do Rio de Janeiro. Como um estado pode estar feliz crescendo um quarto do que cresce o país?”

Lula em discurso de Fernando Haddad no lançamento da candidatura da aliança do PT ao governo de São Paulo | Créditos: Diogo Zacarias
Haddad, que foi ministro da Educação de 2005 a 2012, questionou as políticas do governo de Tarcísio para a área.
“A qualidade da educação básica de São Paulo está caindo posições a cada ciclo de avaliações, e está perdendo posições para estados do Nordeste que têm menos da metade do recurso por aluno.”
O agora candidato ao governo de São Paulo fez uma referência a Flávio Bolsonaro, que foi confirmado neste sábado como candidato à presidência pelo PL.
“Esses caras estão falando até hoje da urna eletrônica, mesmo tendo ganhado as eleições em 2018 (Jair Bolsonaro, para presidente) e em 2022 (Tarcísio, para o governo de São Paulo)”
Ex-ministro da Fazenda do atual governo Lula e prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016, o candidato a vice na chapa para o governo de São Paulo será Márcio França (PSB).
No evento, o PT também confirmou apoio às candidaturas de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado.
Em discurso, a ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que “a água não é mercadoria” e criticou a privatização da Sabesp, feita pelo atual governo de Tarcísio de Freitas. “Está sendo um prejuízo para o povo de São Paulo”, disse Marina Silva.
Em seguida, foi a vez de Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento no governo Lula, reforçar as críticas às privatizações propostas por Tarcísio. Ela também manifestou apoio ao fim da escala 6×1: “A vida de ninguém cabe num dia só.”
A candidatura de Haddad em São Paulo reúne PT, PSB, Rede, PDT, PSOL, PV e PCdoB. Na sexta-feira (24), Haddad já havia participado da convenção do PDT paulista, que indicou suplentes para as candidaturas da aliança ao Senado.
As vagas de suplente ganharam peso nas negociações porque Marina e Tebet, caso sejam eleitas, podem se licenciar do mandato para assumir ministérios em um eventual quarto mandato de Lula. Nesse cenário, os suplentes assumiriam as cadeiras no Senado.
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