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Camarão gigante invade a Amazônia e gera preocupações sobre o ecossistema local

- A captura do Camarão-Gigante-da-Malásia no Pará gerou grande repercussão online. - Espécie invasora, chegou ao Brasil há mais de 45 anos para cultivo comercial. - Crescimento populacional na Amazônia preocupa especialistas por impactos ambientais. - Camarão se adapta facilmente, competindo com fauna nativa por recursos. - Necessidade de estudos para entender os efeitos da espécie sobre ecossistemas.

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Imagens de um camarão gigante capturado por pescadores no Pará têm circulado nas redes sociais, despertando curiosidade pelo tamanho do animal. O crustáceo, conhecido como Camarão-Gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii), pode atingir até 32 cm de comprimento. Em vídeos, pescadores comparam o tamanho do camarão com suas mãos e cabeças, evidenciando a dimensão incomum do animal. De […]

Imagens de um camarão gigante capturado por pescadores no Pará têm circulado nas redes sociais, despertando curiosidade pelo tamanho do animal. O crustáceo, conhecido como Camarão-Gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii), pode atingir até 32 cm de comprimento. Em vídeos, pescadores comparam o tamanho do camarão com suas mãos e cabeças, evidenciando a dimensão incomum do animal.

De acordo com o ictiólogo Kleber Mathubara, essa espécie é nativa de regiões tropicais do Indo-Pacífico e foi introduzida no Brasil há mais de 45 anos para fins de cultivo. Inicialmente restrito ao Nordeste, o camarão se espalhou para outras regiões, incluindo a Amazônia, onde sua captura tem se tornado frequente. A presença dessa espécie exótica não é proibida e pode ter um impacto ambiental positivo, já que a remoção pode ajudar a equilibrar o ecossistema local.

O camarão-gigante se adapta facilmente a diferentes ambientes, vivendo tanto em água doce quanto salgada. Mathubara explica que a espécie se alimenta de uma variedade de organismos, o que facilita sua expansão. A ausência de predadores naturais eficazes contribui para o crescimento descontrolado de sua população, o que pode prejudicar as espécies nativas.

O oceanógrafo Tommaso Giarrizo destaca que a introdução de espécies exóticas, como o camarão-gigante, representa um risco ambiental significativo. Apesar de seu valor econômico, a competição por recursos alimentares e habitat pode impactar a fauna nativa. Giarrizo ressalta a necessidade de mais estudos para entender melhor os efeitos dessa invasão nos ecossistemas locais, já que a introdução de espécies invasoras é uma das principais causas de extinção de espécies nativas em regiões tropicais.

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