O desabamento de parte do teto da Igreja de São Francisco, em Salvador, resultou na morte de Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, e deixou outras cinco pessoas feridas. O incidente ocorreu na quarta-feira, 5 de fevereiro de 2024, após os freis que administram a igreja terem sinalizado problemas estruturais ao Instituto do Patrimônio Histórico […]
O desabamento de parte do teto da Igreja de São Francisco, em Salvador, resultou na morte de Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, e deixou outras cinco pessoas feridas. O incidente ocorreu na quarta-feira, 5 de fevereiro de 2024, após os freis que administram a igreja terem sinalizado problemas estruturais ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dois dias antes. O Iphan, no entanto, alegou que não havia um pedido de urgência para a vistoria, o que gerou uma troca de acusações entre os freis e o órgão.
O frei Pedro Júnior Freitas da Silva afirmou que a necessidade de uma vistoria urgente foi comunicada logo após o envio do pedido ao Iphan. Ele destacou que a igreja já tinha uma ordem de serviço para restaurações, mas o projeto ainda estava em andamento. O frei também mencionou que a tragédia poderia ter sido mais grave se ocorresse em um dia de maior movimento, como durante as missas. As câmeras de segurança da igreja registraram o momento do desabamento, e as imagens foram entregues à Polícia Federal, que investiga o caso.
A Ministra de Cultura, Margareth Menezes, visitou o local e garantiu que recursos federais poderiam ser utilizados para a restauração da igreja, embora não tenha especificado prazos ou valores. O Ministério Público Federal (MPF) também fez recomendações para uma vistoria técnica e análise dos destroços, além de exigir que o Iphan acompanhe o processo de triagem dos materiais. O Iphan e a Ordem Primeira de São Francisco têm três dias para responder às recomendações do MPF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou solidariedade à família da vítima e criticou a falta de recursos para a preservação de bens tombados. Ele ressaltou que a falta de manutenção adequada contribui para tragédias como essa, questionando a responsabilidade dos órgãos envolvidos na preservação do patrimônio histórico. O acidente expõe a precariedade das condições da igreja, que já apresentava problemas estruturais há anos, e levanta preocupações sobre a conservação do patrimônio histórico no Brasil.
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