Um policial militar, Talles Rodrigues Ribeiro, foi preso sob suspeita de integrar a escolta clandestina de Antonio Vinicius Gritzbach, delator da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Mensagens enviadas por Talles antes de entregar seu celular à Corregedoria da PM foram analisadas, revelando que ele havia trocado de número e se comunicava com outras pessoas […]
Um policial militar, Talles Rodrigues Ribeiro, foi preso sob suspeita de integrar a escolta clandestina de Antonio Vinicius Gritzbach, delator da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Mensagens enviadas por Talles antes de entregar seu celular à Corregedoria da PM foram analisadas, revelando que ele havia trocado de número e se comunicava com outras pessoas sobre sua situação. Ao todo, quatorze PMs foram indiciados por envolvimento na escolta de Gritzbach, além de três acusados de seu assassinato em novembro.
As mensagens de Talles, enviadas em 10 de novembro, indicam que ele estava se preparando para entregar seu aparelho. Ele mencionou a troca de celular em conversas com duas mulheres e um colega de farda, Alef de Oliveira Moura, que também fazia parte da escolta. Talles relatou à Corregedoria que trabalhava na escolta dos filhos de Gritzbach há mais de um ano, recebendo R$ 400 por dia. Ele alegou que só soube do envolvimento de Gritzbach com o crime organizado em fevereiro do ano anterior.
A versão de Talles é corroborada por Alef, que também foi ouvido no mesmo dia. Ambos não estavam na escolta no dia do assassinato de Gritzbach, em 8 de novembro, pois estavam de serviço. A Corregedoria não encontrou evidências relevantes no armário de Talles, mas no de Alef foram descobertos 11 folhas de cheque totalizando R$ 20 mil. As defesas dos policiais foram contatadas, mas não se manifestaram até a publicação da reportagem.
Talles e Alef foram presos em 16 de janeiro, junto a outros doze policiais que atuavam para Gritzbach. Além deles, três PMs envolvidos diretamente na execução do delator também estão detidos. A investigação continua em andamento, com a Corregedoria analisando as condutas dos policiais envolvidos.
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