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Calor extremo no Brasil exige cuidados especiais para a saúde dos pets

- O Brasil enfrenta uma onda de calor, com temperaturas acima de 39 graus em estados como Rio de Janeiro e São Paulo. - A previsão é de intensificação do calor até sexta-feira (21), com recordes esperados. - Especialistas alertam sobre riscos para pets, como insolação e desidratação, e oferecem dicas de cuidados. - Animais não possuem glândulas sudoríparas, tornando-os mais vulneráveis ao calor extremo. - Raças braquicefálicas e pets brancos são mais suscetíveis a problemas relacionados ao calor.

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O calor intenso que afeta diversas regiões do Brasil tem gerado preocupações não apenas para os humanos, mas também para a saúde dos animais de estimação. De acordo com o Climatempo, a onda de calor que atinge o Sul do país deve persistir até sexta-feira, 21. O estado do Rio de Janeiro já registra temperaturas […]

O calor intenso que afeta diversas regiões do Brasil tem gerado preocupações não apenas para os humanos, mas também para a saúde dos animais de estimação. De acordo com o Climatempo, a onda de calor que atinge o Sul do país deve persistir até sexta-feira, 21. O estado do Rio de Janeiro já registra temperaturas acima de 39 graus, enquanto São Paulo, o sul de Mato Grosso do Sul e partes do Paraná também enfrentam temperaturas entre 5°C e 7°C acima da média. Essa situação exige que os tutores adotem cuidados especiais para proteger seus pets de problemas como desidratação e hipertermia.

A onda de calor é resultado de massas de ar quente e seco e bloqueios atmosféricos causados por sistemas de alta pressão. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, uma onda de calor é definida por temperaturas que superam em pelo menos 5°C a média por, no mínimo, cinco dias consecutivos. Os animais, ao contrário dos humanos, não possuem glândulas sudoríparas em todo o corpo, o que os torna mais vulneráveis a problemas térmicos. Os tutores devem estar atentos a sinais de sofrimento térmico, como letargia e dificuldade para respirar, e agir rapidamente para resfriar os animais.

Para ajudar a manter os pets frescos, recomenda-se o uso de ventiladores, mas com cuidado para que o vento não seja direcionado diretamente a eles. O ar-condicionado é uma opção favorável, desde que os animais tenham a oportunidade de sair do ambiente. Halina Medina, veterinária, sugere que cães que ficam do lado de fora tenham acesso a áreas frescas e sombreadas. Além disso, é importante disponibilizar água fresca em vários potes pela casa e trocar a água regularmente, além de incentivar brincadeiras com água para evitar a desidratação.

Os passeios devem ser realizados em horários mais frescos, preferencialmente antes das 9h e após as 17h. A veterinária Beatriz Queiroz Muniz alerta que cães e gatos de raças braquicefálicas, como pugs e bulldogs, são mais suscetíveis ao calor devido à sua anatomia. Animais brancos também devem ser protegidos da exposição solar prolongada para evitar câncer de pele. Pets não convencionais, como pássaros e hamsters, também precisam de cuidados, como manter suas gaiolas longe da luz direta e garantir água fresca.

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