Carlos Robledo Puch, conhecido como o “Anjo Negro”, foi detido em fevereiro de 1972, aos 20 anos, por uma série de crimes, incluindo onze assassinatos e dezessete roubos. Desde então, ele permanece encarcerado e, atualmente, aos 73 anos, expressa seu desejo de morrer, pedindo uma injeção letal. Em um recente áudio, Robledo Puch afirmou: “Estou […]
Carlos Robledo Puch, conhecido como o “Anjo Negro”, foi detido em fevereiro de 1972, aos 20 anos, por uma série de crimes, incluindo onze assassinatos e dezessete roubos. Desde então, ele permanece encarcerado e, atualmente, aos 73 anos, expressa seu desejo de morrer, pedindo uma injeção letal. Em um recente áudio, Robledo Puch afirmou: “Estou sofrendo condenadamente”, detalhando uma série de problemas de saúde que o afligem, como hernias e asma.
A trajetória criminosa de Robledo Puch foi marcada por uma série de assassinatos brutais entre 1971 e 1972, onde ele e seu cúmplice, Jorge Ibáñez, cometeram crimes violentos, incluindo o assassinato de nove homens e duas mulheres. Após a morte de Ibáñez em um acidente de carro, Robledo Puch continuou sua onda de crimes com um novo parceiro, Héctor Somoza, culminando em um assalto em que ele matou Somoza para evitar ser identificado. A imprensa da época o rotulou de “monstro” e “bestia humana”, refletindo a comoção social que seus crimes provocaram.
Condenado à prisão perpétua em 1980, Robledo Puch se tornou uma figura notória, recebendo cartas de admiradoras enquanto estava na prisão. Ao longo dos anos, ele solicitou liberdade condicional, mas seus pedidos foram negados, com os juízes argumentando que ele nunca demonstrou arrependimento por seus atos. Em 2024, a Justiça considerou um pedido de regime aberto, mas Robledo Puch rejeitou a proposta, afirmando que estava “acostumado” à vida na prisão.
Atualmente, ele se encontra em um estado de desespero, desejando a morte em vez da liberdade. O jornalista Rodolfo Palacios, que o entrevistou várias vezes, descreve Robledo Puch como alguém que, após décadas encarcerado, “não suporta mais viver preso, mas também não suporta a ideia de ser livre”. A vida de Robledo Puch, marcada por uma juventude de crimes e uma longa reclusão, continua a intrigar e chocar a sociedade argentina.
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