Na última semana, a água do rio Pinheiros, em São Paulo, apresentou uma coloração verde, resultado da proliferação de algas devido ao excesso de nutrientes provenientes do esgoto. A CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) atribui essa mudança ao fenômeno da eutrofização, que indica poluição aquática. A bióloga Maíra Oliveira Campos explica que […]
Na última semana, a água do rio Pinheiros, em São Paulo, apresentou uma coloração verde, resultado da proliferação de algas devido ao excesso de nutrientes provenientes do esgoto. A CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) atribui essa mudança ao fenômeno da eutrofização, que indica poluição aquática. A bióloga Maíra Oliveira Campos explica que a reprodução das algas é impulsionada pelo aumento de nutrientes, calor e estiagem, que favorecem a concentração de matéria orgânica.
Além de afetar a estética do rio, a presença excessiva de algas pode ser tóxica e comprometer o uso da água. Oliveira ressalta que a solução básica seria evitar o lançamento de esgoto no rio. Em anos anteriores, o governo paulista já havia tomado medidas, como o bombeamento das águas, para melhorar a oxigenação e proteger a fauna aquática. A gestão atual não confirmou se adotará a mesma estratégia este ano.
A coloração verde deve se normalizar com o aumento das chuvas, que diluirão os nutrientes. Contudo, a bióloga alerta que o ideal seria a despoluição do rio. O Pinheiros, que se estende por 25 km, é considerado o mais poluído entre 120 corpos d’água da Mata Atlântica, segundo um estudo da ONG SOS Mata Atlântica de 2023. Em 2019, o ex-governador João Doria prometeu a recuperação do rio até 2022, mas os resultados ainda não foram alcançados.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) informou que o programa Integra Tietê visa a despoluição do rio, com investimentos de R$ 1,6 bilhão nos últimos dois anos. O programa inclui a expansão do saneamento básico e a ampliação de estações de tratamento de esgoto, com a meta de conectar 2 milhões de imóveis ao sistema de esgoto até 2029. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) planeja investir mais de R$ 60 bilhões em obras para melhorar a qualidade da água do rio.
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