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Facções PCC e CV rompem aliança após divergências e práticas violentas entre grupos

Ruptura entre PCC e CV é confirmada, mas autoridades permanecem céticas sobre a veracidade da cisão. Disputas regionais e práticas violentas motivam a separação.

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As facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) romperam uma aliança que tinha como objetivo acabar com os conflitos entre elas. O rompimento foi confirmado por advogados e se deu por causa de disputas por rotas de tráfico e pela violência excessiva de integrantes do CV, que o PCC não aceita. O PCC prioriza a discrição em seus negócios, enquanto o CV tem práticas mais brutais, como torturas. Apesar do anúncio da cisão, autoridades de segurança do Rio de Janeiro estão céticas quanto à veracidade dessa separação, pois não houve movimentações esperadas no sistema prisional, como pedidos de transferência de presos. O rompimento foi anunciado em mensagens nas redes sociais, mas as autoridades acreditam que isso pode ser uma estratégia para desviar a atenção de investigações em andamento que mostram cooperação entre as facções. A rivalidade entre PCC e CV é antiga e já resultou em muitos conflitos violentos.

As facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) romperam a aliança que havia sido anunciada em fevereiro de 2025. O fim da trégua foi confirmado por advogados que representam membros do CV e circulou em mensagens atribuídas às facções. A ruptura ocorreu devido a disputas regionais por rotas de tráfico e à reprovação do PCC em relação a práticas violentas do CV.

O PCC, que prioriza a discrição em seus negócios, condenou ações como o esquartejamento de rivais e a tortura de inocentes. Um advogado que mantém contato com lideranças do PCC destacou que a facção paulista não aceita a morte de inocentes, citando o caso de um turista de Brasília que foi brutalmente assassinado. Além disso, a diferença nas idades mínimas para recrutamento entre as facções também contribuiu para a cisão: o CV aceita jovens a partir dos doze anos, enquanto o PCC exige que os candidatos tenham pelo menos dezesseis anos.

Autoridades de segurança do Rio de Janeiro permanecem céticas quanto à veracidade do rompimento. A falta de pedidos de transferência de presos, que seria esperada em casos de cisão, é um dos fatores que alimenta essa desconfiança. A comunicação sobre o fim da aliança foi feita por meio de mensagens no WhatsApp, que afirmavam que a separação era pacífica e que não seriam aceitas covardias contra inocentes.

A ruptura não se manifestou de forma homogênea em todo o Brasil. Em algumas regiões, como a Bahia, o CV continua a expandir sua influência, enquanto em outras, como Mato Grosso do Sul, a aliança ainda parece prevalecer. Investigadores apontam que a ausência de uma liderança centralizada nas facções pode resultar em conflitos locais, dificultando a implementação de acordos de paz.

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