Restos de uma mulher de alta posição social foram encontrados no sítio arqueológico de Áspero, no Peru, que pertenceu à antiga civilização Caral. Ela tinha cerca de 1,50 metros de altura e morreu entre 20 e 35 anos. Seu corpo estava em uma sepultura coberta com um tecido bordado com penas de arara e um adereço de cabeça feito de fibras. A mulher foi enterrada na posição fetal, seguindo rituais funerários de pessoas importantes. O sepultamento incluía itens valiosos, como cestos, uma agulha decorada, uma concha do rio Amazonas, um bico de tucano com contas, um tecido de lã, uma rede de pesca e mais de 30 batatas-doces. Esses objetos mostram a complexidade da rede de comércio da época e a habilidade dos artesãos. O governo peruano destacou que a riqueza dos itens e o tratamento do corpo indicam que ela tinha um papel importante na sociedade andina antiga, onde as mulheres desempenhavam funções significativas. O sítio de Áspero, que fica a cerca de 800 metros do Oceano Pacífico, tem sido estudado por 20 anos e revela uma cultura avançada com comércio e habilidades artesanais. A civilização Caral é uma das mais antigas das Américas, com cerca de 5.000 anos, contemporânea ao Egito e à Mesopotâmia.
Os restos de uma mulher de alta posição social da civilização Caral foram descobertos no sítio arqueológico de Áspero, no Peru. A mulher, com cerca de um metro e meio de altura, morreu entre os 20 e 35 anos. Seu sepultamento inclui rituais elaborados e itens valiosos, evidenciando a sofisticação cultural da época.
O corpo foi encontrado em uma cova coberta por um tecido bordado com penas de arara, além de um adereço de cabeça feito de fibras entrelaçadas. A mulher foi enterrada em posição fetal, prática comum entre indivíduos de elite. A preservação da pele, cabelo e unhas é notável.
O túmulo continha um conjunto funerário com quatro cestos de junco, uma agulha decorada, uma concha de caracol da Amazônia, um bico de tucano com contas, um tecido de lã, uma rede de pesca, mais de trinta batatas-doces e ferramentas de tecelagem. Esses itens indicam uma rede de comércio que conectava a costa peruana à Amazônia e possivelmente aos Andes.
A presença de itens como o tecido de penas e os feixes de fibras é um dos exemplos mais antigos de trabalhos com penas nos Andes. A análise dos objetos e do tratamento funerário sugere que a mulher era uma figura de alta relevância social, reforçando o papel das mulheres na sociedade andina antiga, segundo o Ministério da Cultura do Peru.
O sítio de Áspero, habitado pelos Caral há cerca de cinco mil anos, é um dos mais antigos conhecidos nas Américas. As escavações realizadas nos últimos 20 anos revelaram uma cultura altamente desenvolvida, com redes de comércio complexas e um papel significativo das mulheres na estrutura social.
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