A médica Bianca Borges Butterby foi presa em Goiânia por se passar por nutróloga e aplicar medicamentos para emagrecimento sem autorização. A clínica onde trabalhava não tinha alvará e oferecia pacotes de emagrecimento por preços altos. Ela foi acusada de exercício ilegal da profissão e propaganda enganosa após um paciente relatar efeitos colaterais. A defesa de Bianca considera a prisão ilegal e a fiança de R$ 250 mil excessiva. Ela está internada devido a problemas de saúde e o Cremego defende que sua atuação é regular. O conselho criticou a forma como o caso foi tratado e pediu a correção do que considera um abuso. A polícia afirmou que Bianca vendia produtos de forma indiscriminada e injetava substâncias em pacientes.
A médica Bianca Borges Butterby foi presa em flagrante na última terça-feira, 20 de maio, em Goiânia, por se passar por nutróloga e aplicar medicamentos para emagrecimento sem autorização legal. A clínica onde atuava não possuía alvará da Vigilância Sanitária e operava uma academia clandestina. Ela foi autuada por exercício ilegal da profissão e propaganda enganosa.
A prisão de Butterby foi convertida em liberdade provisória mediante o pagamento de fiança de R$ 250 mil, valor considerado exorbitante pela defesa. O advogado Darô Fernandes afirmou que a prisão é “ilegal, arbitrária e desprovida de qualquer fundamento jurídico concreto”. A médica, que enfrenta problemas de saúde, está internada no Instituto de Neurologia de Goiânia.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) defende a regularidade profissional de Butterby, afirmando que ela está devidamente inscrita no conselho e exerce a medicina de forma legal. O Cremego também criticou a condução do caso, alegando que não há tipificação legal para a prisão da médica e que a acusação de exercício ilegal não se sustenta.
Durante a operação, foram encontrados fitoterápicos que a médica havia recebido de uma clínica em São Paulo e que eram repassados a seus pacientes. O delegado Humberto Teófilo informou que a médica vendia pacotes de emagrecimento rápido, com uso do medicamento Mounjaro, por cerca de R$ 6 mil. A denúncia inicial partiu de um paciente que sofreu efeitos colaterais e descobriu a falta de especialização de Butterby.
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