A médica Bianca Borges Butterby foi presa em Goiânia por se passar por nutróloga e aplicar medicamentos para emagrecimento sem autorização. Ela enfrenta acusações de exercício ilegal da profissão e propaganda enganosa, além de operar uma clínica sem alvará da Vigilância Sanitária. Os pacotes de emagrecimento, que incluíam o medicamento Mounjaro, eram vendidos por cerca de R$ 6.000. A prisão ocorreu após um paciente relatar efeitos colaterais. O advogado de Butterby considera a prisão ilegal e a fiança de R$ 250 mil excessiva. A médica, que já tinha problemas de saúde, está internada após a prisão. O Conselho Regional de Medicina de Goiás defende sua legalidade, afirmando que ela está registrada e que a clínica é legal. A operação policial contou com apoio da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Educação Física, e foram apreendidos documentos e provas que indicam a falsa especialização da médica.
A médica Bianca Borges Butterby foi presa em flagrante na última terça-feira (20) em Goiânia, suspeita de se passar por nutróloga e aplicar medicamentos para emagrecimento sem autorização legal. Ela foi autuada por exercício ilegal da profissão e propaganda enganosa. A clínica onde atuava não possuía alvará da Vigilância Sanitária e operava uma academia clandestina.
As investigações revelaram que pacotes de emagrecimento, com uso do medicamento Mounjaro, eram vendidos por cerca de R$ 6.000. O delegado Humberto Teófilo informou que fitoterápicos receitados para a própria médica foram encontrados e estavam sendo repassados aos pacientes. A denúncia partiu de um paciente que sofreu efeitos colaterais de um dos tratamentos.
Detalhes da Prisão
O advogado Darô Fernandes, que defende Butterby, classificou a prisão como “ilegal e arbitrária”. A fiança foi fixada em R$ 250 mil, valor considerado exorbitante pela defesa. A médica, que possui problemas de saúde, está internada no Instituto de Neurologia de Goiânia após agravamento de seu quadro clínico. Durante a condução policial, seus medicamentos pessoais foram retirados.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) defende a legalidade da atuação da médica, afirmando que ela está regularmente inscrita no conselho e que a clínica é legal. O Cremego também criticou a condução do caso, alegando que não há tipificação legal para a prisão e que a situação agride a medicina goiana.
Ação da Polícia Civil
A operação que resultou na prisão de Butterby foi realizada pela Central de Flagrantes de Goiânia, com apoio da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Educação Física. O delegado Teófilo destacou que a médica vendia produtos de forma indiscriminada e injetava substâncias em pacientes que buscavam emagrecimento. Documentações de pacientes e evidências nas redes sociais da médica foram apreendidas, reforçando a acusação de falsa especialização em nutrologia.
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