Mara Faget, ex-diretora do Instituto Municipal Philippe Pinel, teve seu registro profissional cassado em 2021 por aplicar golpes em pacientes, pedindo dinheiro emprestado durante consultas. Mesmo após a cassação, ela continuou atendendo como psicanalista no Leblon, no Rio de Janeiro. Uma enfermeira que foi sua paciente em 2014 relatou que Mara manipulava emocionalmente e pediu R$ 92 mil em empréstimos, desviando o foco das sessões para suas próprias dificuldades. Novas denúncias surgiram, incluindo o uso indevido do nome e carimbo de outra médica. A Justiça determinou que Mara deve pagar R$ 950 mil, mas não foram encontrados bens em seu nome. Em outro caso, ela teria se envolvido romanticamente com a filha de uma paciente idosa, pedindo dinheiro para resolver questões de herança. Familiares de uma paciente idosa afirmam que Mara fez um diagnóstico falso de Alzheimer, que depois foi corrigido para depressão. Apesar de sua cassação, ela continuou atuando como psicanalista, uma atividade não regulamentada. A jornalista Laren Aniceto, ex-paciente de Mara, investigou seu histórico e descobriu que ela ainda emitia recibos com CRM cassado. A defesa de Mara nega as acusações e promete recorrer para recuperar seu registro. O Conselho Regional de Medicina do Rio destaca que exercer a medicina sem registro é crime, e uma das vítimas ressalta a importância de denunciar para evitar que Mara fique impune.
Ex-diretora do Instituto Municipal Philippe Pinel, Mara Faget é acusada de aplicar golpes em pacientes. Desde 2021, quando teve seu registro profissional cassado, ela teria solicitado empréstimos durante consultas, alegando emergências pessoais. Mesmo após a cassação, continuou atendendo como psicanalista em um consultório no Leblon, no Rio de Janeiro.
Uma das vítimas, uma enfermeira que buscou ajuda em 2014, relatou ter enfrentado manipulação emocional e pedidos constantes de dinheiro, totalizando R$ 92 mil em empréstimos. A paciente, que preferiu não se identificar, afirmou que Mara desviava o foco das sessões para suas próprias dificuldades, utilizando isso como justificativa para os pedidos. Mensagens obtidas pela reportagem mostram a enfermeira implorando pelo pagamento da dívida.
Novas Denúncias
Além das acusações anteriores, novas denúncias surgiram, incluindo o uso indevido de nome e carimbo de outra médica. A Justiça determinou que Mara deve pagar R$ 950 mil, mas não foram encontrados bens em seu nome. Em outro caso, ela teria se envolvido romanticamente com a filha de uma paciente idosa, obtendo altos valores sob a justificativa de resolver questões de herança.
Familiares de uma paciente idosa alegam que Mara medicou a mulher com um diagnóstico falso de Alzheimer, que foi posteriormente corrigido para depressão. Apesar da cassação do registro pelo Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), ela continuou atuando como psicanalista, uma atividade não regulamentada.
Investigação e Repercussão
A jornalista Laren Aniceto, ex-paciente de Mara, decidiu investigar seu histórico após descobrir que ela ainda atuava. Sua pesquisa, que incluiu 38 entrevistas, revelou que a ex-médica emitiu recibos com CRM cassado. A defesa de Mara nega todas as acusações e afirma que ela nunca atuou como médica sem registro, prometendo recorrer judicialmente para restabelecer seu CRM.
O Cremerj destaca que exercer a medicina sem registro é crime. Uma das vítimas enfatiza a importância de denunciar, afirmando que é necessário agir para que pessoas como Mara não fiquem impunes.
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