O médico Marcelo Alves Vasconcelos foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco por homicídio qualificado após a morte de uma paciente de 46 anos durante um procedimento estético em Recife. Ele usou uma substância que não é aprovada pela Anvisa, chamada PMMA, que é contraindicada para uso estético. A paciente, Adriana Soares Lima Laurentino, morreu no dia seguinte ao procedimento, realizado em uma clínica particular. O corpo dela apresentava sinais de sangramento. A polícia descobriu que ela conheceu o médico pelo Instagram, onde ele tem muitos seguidores e oferece seus serviços. Marcelo não tinha registro para atuar em Pernambuco na época do procedimento e, por isso, também foi denunciado por exercício ilegal da profissão. Apesar da denúncia, ele continua ativo nas redes sociais e agendando novos procedimentos. O produto utilizado na bioplastia de glúteos é considerado perigoso e pode causar complicações graves. Após a morte da paciente, Marcelo afirmou que não havia relação entre sua atuação e o que aconteceu.
O Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) denunciou o médico Marcelo Alves Vasconcelos por homicídio qualificado após a morte de uma paciente durante um procedimento estético em Recife. A paciente, Adriana Soares Lima Laurentino, de 46 anos, faleceu em 11 de janeiro, um dia após realizar uma bioplastia de glúteos em uma clínica particular. O médico utilizou uma substância contraindicada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A denúncia inclui também exercício ilegal da profissão, pois Marcelo não possuía registro em Pernambuco na época do procedimento. Ele foi denunciado por dolo eventual, que ocorre quando se assume o risco de causar a morte. O corpo da paciente apresentava sinais de sangramento e escurecimento, e a polícia investiga a responsabilidade do médico.
Procedimento e Consequências
Adriana conheceu o serviço de Marcelo pelas redes sociais, onde ele possui 137 mil seguidores. O procedimento custou R$ 21 mil e foi agendado através de um link disponibilizado na internet. O delegado Mário Melo, responsável pela investigação, afirmou que o médico tinha ciência dos riscos associados ao uso da substância, que já havia causado mortes anteriormente.
Marcelo realiza os procedimentos sem a presença de auxiliares, apenas com um filmaker. As pacientes autorizam a divulgação de imagens do pré e pós-procedimento. Se a denúncia for aceita, Marcelo será julgado pelo Tribunal do Júri da Capital.
Registro e Atividades
Após a morte de Adriana, o registro de Marcelo foi regularizado, mas ele continua ativo nas redes sociais, agendando novos procedimentos. Ele tem atendimentos marcados para os dias 2 e 3 de junho em Recife, além de outras cidades como Fortaleza e São Paulo. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) instaurou uma sindicância em sigilo para não comprometer a investigação.
O produto utilizado na bioplastia, polimetilmetacrilato (PMMA), é indicado apenas para tratamento reparador e não para fins estéticos. A Anvisa destaca que seu uso pode causar complicações graves, incluindo risco de morte. O presidente da Associação Pernambucana de Cirurgia Plástica afirmou que a sociedade pediu à Anvisa que proíba a produção e venda do PMMA no país.
Marcelo se defendeu, alegando que não havia “nexo de causalidade” entre sua atuação e a morte da paciente, ressaltando que todas as etapas do procedimento foram planejadas e executadas com rigor.
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