Um diamante bruto de 646,78 quilates foi descoberto em Coromandel, Minas Gerais, tornando-se o segundo maior já encontrado no Brasil, conforme a Agência Nacional de Mineração (ANM). Avaliado em R$ 16 milhões, o diamante possui coloração marrom e foi encontrado em uma área com Permissão de Lavra Garimpeira (PLG). A pedra foi extraída das margens […]
Um diamante bruto de 646,78 quilates foi descoberto em Coromandel, Minas Gerais, tornando-se o segundo maior já encontrado no Brasil, conforme a Agência Nacional de Mineração (ANM). Avaliado em R$ 16 milhões, o diamante possui coloração marrom e foi encontrado em uma área com Permissão de Lavra Garimpeira (PLG).
A pedra foi extraída das margens do Rio Douradinho e registrada oficialmente pelo proprietário da área, permitindo sua comercialização. O prefeito de Coromandel, Fernando Breno, destacou que a alíquota gerada pela venda do diamante será de 2% sobre a receita bruta, resultando em cerca de R$ 320 mil a serem repassados ao Governo Federal e ao município.
O geólogo Daniel Fernandes explicou que a formação dos diamantes está ligada a rochas kimberlíticas, que se originam do resfriamento lento do magma. Essas rochas liberam diamantes que são transportados para estruturas conhecidas como paleocanais, onde se concentram. A origem dos diamantes é classificada em primária e secundária, sendo a primeira relacionada à formação em kimberlitos e a segunda à movimentação dos diamantes ao longo do tempo.
O diamante de Coromandel apresenta uma capa de laterização, resultado de milhões de anos de erosão. Essa característica pode influenciar sua cor e valor após a lapidação. A pureza e a transparência são fatores determinantes para a avaliação da gema, que pode variar em coloração dependendo dos elementos químicos presentes durante sua formação.
Com essa descoberta, Coromandel se destaca como um dos principais locais de mineração de gemas no Brasil, sendo agora a cidade onde foram encontrados os dois maiores diamantes do país.
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