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Passageira é detida com canetas emagrecedoras não aprovadas no Aeroporto de Salvador

Passageira é detida no Aeroporto de Salvador com 60 unidades de retatrutida e 30 de Mounjaro, medicamentos não aprovados no Brasil.

Uma passageira brasileira de 31 anos foi detida no Aeroporto de Salvador na noite de quarta-feira, 4, com 60 unidades de retatrutida e 30 de Mounjaro, medicamentos não aprovados no Brasil. A Receita Federal confirmou a apreensão, que resultou em um flagrante de contrabando. A retatrutida, atualmente em fase 3 de estudos clínicos, não possui […]

Uma passageira brasileira de 31 anos foi detida no Aeroporto de Salvador na noite de quarta-feira, 4, com 60 unidades de retatrutida e 30 de Mounjaro, medicamentos não aprovados no Brasil. A Receita Federal confirmou a apreensão, que resultou em um flagrante de contrabando.

A retatrutida, atualmente em fase 3 de estudos clínicos, não possui aprovação em nenhum país, conforme a farmacêutica Eli Lilly. Este medicamento experimental atua nos receptores de três hormônios, promovendo a redução de peso e controle da glicemia. A Receita Federal não informou como a passageira adquiriu os produtos.

A retatrutida é considerada mais potente que o Mounjaro, que já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de diabetes tipo 2. A passageira, que chegou em um voo da Air Europa, procedente de Madri, foi identificada por meio de um alerta emitido pela equipe do Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Detalhes da Apreensão

A Receita Federal lavrou um Termo de Retenção e encaminhou a mulher e os produtos para a Polícia Federal. O valor de mercado das canetas apreendidas é estimado em R$ 400 mil, embora a passageira tenha declarado um valor de aquisição de R$ 50 mil. O Mounjaro, que chegou recentemente ao Brasil, é aplicado semanalmente e deve ser utilizado sob supervisão médica.

A Eli Lilly expressou preocupação com o contrabando e a venda de versões falsificadas de seus medicamentos. A empresa destaca que produtos que não são da marca não passaram por testes clínicos e podem representar riscos à saúde. A farmacêutica também está colaborando com autoridades para combater a comercialização irregular de seus produtos.

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