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Professor é indiciado por agredir 43 alunos com agulha em escola do Espírito Santo

Professor é indiciado por expor saúde de alunos a risco ao usar agulha única em aula prática sobre tipos sanguíneos. Ministério Público analisa o caso.

Professor furou os dedos dos 43 alunos com a mesma agulha (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
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  • Um professor de uma escola estadual em Laranja da Terra foi indiciado pela Polícia Civil por expor a saúde de 43 alunos a perigo iminente.
  • O docente utilizou a mesma agulha para furar os dedos dos estudantes durante uma aula prática sobre tipos sanguíneos, em março deste ano.
  • A atividade não tinha autorização da escola e os pais dos alunos não foram informados.
  • O professor alegou ter higienizado a agulha, mas a escola não dispunha de material descartável.
  • O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre possíveis ações judiciais.

A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou um professor de uma escola estadual em Laranja da Terra por expor a saúde de 43 alunos a perigo iminente. O docente utilizou a mesma agulha para furar os dedos dos estudantes durante uma aula prática sobre tipos sanguíneos, ocorrida em março deste ano. O caso foi denunciado por um pai de uma aluna e agora está sob análise do Ministério Público.

Os alunos, com idades entre 16 e 17 anos, pertenciam a quatro turmas do ensino médio. O professor admitiu ter usado a mesma agulha, mas alegou que a higienizou com água corrente, água destilada e álcool 70% entre os alunos. Em depoimento, os estudantes corroboraram sua versão. No entanto, o docente não tinha autorização da escola para realizar essa atividade prática.

Falta de Material Adequado

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Guilherme Eberhard Soares, a escola não dispunha de material descartável para o procedimento. Além disso, os pais dos alunos não foram informados sobre a aula prática e, portanto, não autorizaram a atividade. Todos os envolvidos foram submetidos a exames de saúde, incluindo testes para sífilis, hepatites B e C, e HIV, com resultados negativos.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se acolhe o pedido e o encaminha à Justiça estadual ou se arquiva o caso. O professor foi demitido em março, logo após o incidente. Sua identidade não foi divulgada, impossibilitando a localização de sua defesa para comentários. O espaço permanece aberto para manifestações.

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