- A capital paulista enfrenta uma onda de vandalismo, com mais de 200 ônibus depredados em menos de um mês.
- Somente ontem, foram registrados 35 ataques a ônibus, principalmente na zona sul, com os bairros Capão Redondo e Campo Belo sendo os mais afetados.
- Um ataque resultou em uma passageira ferida no rosto, próximo ao aeroporto de Congonhas, quando um homem arremessou uma pedra contra o vidro do ônibus.
- A motivação dos ataques ainda é desconhecida e as investigações estão em andamento, com a Polícia Civil apurando os casos.
- A Secretaria de Segurança Pública lançou a Operação Impacto Coletivo, mobilizando mais de 3 mil viaturas e quase 8 mil agentes para patrulhar áreas críticas.
A capital paulista enfrenta uma onda de vandalismo sem precedentes, com mais de 200 ônibus depredados em menos de um mês. Somente ontem, foram registrados 35 ataques a veículos do transporte público, principalmente na zona sul da cidade. Os bairros mais afetados incluem Capão Redondo e Campo Belo, onde os ônibus têm sido alvo de pedras e outros objetos.
Um incidente recente resultou em uma passageira ferida no rosto, próximo ao aeroporto de Congonhas. O ataque ocorreu na avenida Washington Luís, quando um homem arremessou uma pedra contra o vidro do ônibus. A vítima foi socorrida e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Investigação em Andamento
A motivação por trás desses ataques ainda é desconhecida, mas as investigações estão em andamento. A SPTrans informou que a quantidade de ônibus vandalizados representa quase 2% da frota total da cidade, que conta com 12.036 veículos. Os ônibus danificados precisam ser retirados de circulação para manutenção, o que pode impactar o serviço de transporte.
Além da capital, a Grande São Paulo e o litoral também têm registrado casos semelhantes. Na Baixada Santista, mais de 30 veículos foram apedrejados em cidades como Santos e São Vicente. Em Taboão da Serra, três ataques ocorreram no mesmo dia, com investigações em curso pela Delegacia Seccional de Santos.
Ações de Segurança
Em resposta à situação, a Secretaria de Segurança Pública lançou a Operação Impacto Coletivo, mobilizando 3.641 viaturas e 7.890 agentes para patrulhar áreas críticas. A operação visa coibir a violência e monitorar locais com alta incidência de vandalismo, como as avenidas Cupecê e Washington Luís.
O Sindicato dos Motoristas defende a criação de uma delegacia específica para proteção do transporte público e busca diálogo com as autoridades para garantir a segurança de motoristas e passageiros. As investigações continuam, e a Divisão de Crimes Cibernéticos está atenta a possíveis coordenações dos ataques em plataformas digitais.
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