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Médico é processado após parto que resultou em sequelas graves para bebê

Médico é acusado de lesão corporal após complicações em parto, resultando em sequelas permanentes para a criança. Investigação segue em andamento.

Médico Wesley Timana Yovera virou réu em um processo criminal por lesão corporal contra uma mãe e seu bebê após complicações no parto em 2022 (Foto: Reprodução/TV Globo)
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  • Um médico, conhecido como “Cegonho”, é réu por lesão corporal após complicações no parto de um bebê em abril de 2022.
  • O Ministério Público do Paraná denunciou Wesley Timana Yovera por demorar a realizar uma cesárea, resultando em sequelas neurológicas permanentes para a criança.
  • A mãe da criança relatou que o médico estava fazendo pilates durante o trabalho de parto, que durou 27 horas.
  • O procedimento foi realizado sem anestesia, e o bebê foi levado à UTI neonatal em parada cardíaca, sendo diagnosticado com paralisia cerebral grave.
  • Além da denúncia criminal, o médico enfrenta dois processos ético-profissionais por imprudência e dano ao paciente.

Um médico conhecido como “doutor Cegonho” se tornou réu por lesão corporal após complicações no parto de um bebê em abril de 2022. Wesley Timana Yovera é acusado de demorar a realizar uma cesárea, resultando em sequelas neurológicas permanentes para a criança. O Ministério Público do Paraná apresentou a denúncia, alegando que a demora no procedimento causou danos irreversíveis ao bebê.

A mãe da criança, Larissa Elias Cardoso Martins, relatou que o médico tinha um marketing atrativo, o que a levou a escolher seus serviços. Durante o trabalho de parto, que durou 27 horas, Larissa começou a sentir dores intensas e seu marido, Leandro Nogueira Martins, sugeriu a cesárea. Ele afirmou ter encontrado o médico fazendo pilates no quarto durante o trabalho de parto, o que considerou chocante.

Wesley alegou que a cesárea levaria mais tempo e que o bebê não sobreviveria. O procedimento foi realizado sem anestesia, e o bebê, Luca, foi levado à UTI neonatal em parada cardíaca. A criança ficou internada por 91 dias e foi diagnosticada com paralisia cerebral grave, resultante de sofrimento fetal prolongado. Larissa lamentou que Luca não apresenta desenvolvimento normal, não chorando nem sorrindo.

Além da denúncia criminal, o médico enfrenta dois processos ético-profissionais no Conselho Regional de Medicina do Paraná. Ele é investigado por causar dano ao paciente e por imprudência ao retardar a indicação da cesárea. Wesley reconheceu a necessidade de investigação, mas a defesa argumenta que a denúncia foi feita sem que ele pudesse apresentar sua versão dos fatos. Larissa também enfrentou complicações após o parto, incluindo uma rotura uterina e hemorragia interna.

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