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Flecha de 4.000 anos é encontrada em costela humana nos Pirineus

Descoberta de flecha em costela humana revela conflitos interpessoais em sepulcro pré-histórico nos Pirineus, datado de mais de 4.000 anos.

Ponta de flecha de sílex incrustada em uma costela humana, localizada no yacimiento do Roc de les Orenetes (Queralbs, Ripollès). (Foto: Maria D. Guillen/IPHES-CERCA)
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  • Pesquisadores do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES-CERCA) descobriram uma flecha incrustada em uma costela humana de mais de 4.000 anos em um sepulcro pré-histórico em Queralbs, Pirineus.
  • O sepulcro, conhecido como Roc de les Orenetes, está localizado a mais de 1.800 metros de altitude e é um importante referencial para o estudo de comunidades de pastores da região.
  • A flecha, que entrou pela parte de trás do indivíduo, apresenta sinais de regeneração óssea, indicando que a pessoa sobreviveu após o impacto.
  • O arqueólogo Miguel Ángel Moreno, da Universidade de Edimburgo, afirmou que a trajetória da flecha sugere um disparo traiçoeiro.
  • Análises adicionais do fragmento da costela estão sendo realizadas para investigar a força do impacto e o tipo de arma utilizada.

Pesquisadores do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES-CERCA) descobriram uma flecha incrustada em uma costela humana de mais de 4.000 anos em um sepulcro pré-histórico localizado em Queralbs, nos Pirineus. O achado ocorreu durante a última campanha de escavação, que acontece desde 2019 sob a direção do professor Carlos Tornero, da Universitat Autònoma de Barcelona.

Este sepulcro, conhecido como Roc de les Orenetes, a mais de 1.800 metros de altitude, é considerado uma prova direta de conflitos interpessoais entre as primeiras comunidades de pastores da região. Os pesquisadores destacam que essa descoberta consolida o local como um importante referencial para o estudo da pré-história recente no sul da Europa, além de abrir novas possibilidades de investigação sobre violência e resiliência em sociedades antigas.

A flecha, que entrou pela parte de trás do indivíduo, apresenta sinais de regeneração óssea, indicando que a pessoa sobreviveu por um tempo após o impacto. O arqueólogo Miguel Ángel Moreno, da Universidade de Edimburgo, afirmou que a trajetória da flecha sugere que o disparo foi feito de forma traiçoeira. O estudo dos restos humanos revelou uma população predominantemente masculina, mas também com a presença de mulheres e crianças, adaptada às exigências do ambiente pirenaico.

Os primeiros estudos realizados no local já haviam identificado anomalias nos esqueletos, como marcas de cortes e fraturas intencionais, sugerindo a ocorrência de confrontos violentos. Com a nova descoberta, os pesquisadores agora podem investigar a força do impacto e o tipo de arma utilizada. O fragmento da costela está sendo analisado por microtomografia de raios X e, posteriormente, passará por análises químicas e genômicas em centros especializados.

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