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TikTok rastreia atividade na web mesmo sem uso do app; como impedir

Atualização do pixel do TikTok expande rastreamento além da app, captando dados sensíveis em sites terceiros; especialistas alertam invasão e pedem regulação

Como o TikTok rastreia o que você faz na internet mesmo que não use o aplicativo — Foto: Nurphoto via Getty Images
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  • O TikTok atualizou seu pixel em janeiro para expandir a coleta de dados a sites de terceiros, não apenas dentro do aplicativo.
  • Dados sensíveis, como informações de saúde, podem ser enviados a TikTok por sites, mesmo que o usuário nunca tenha usado o app.
  • A plataforma passou a ter uma nova rede publicitária que acompanha usuários após saírem do TikTok, ampliando o que é monitorado na web.
  • O TikTok afirma oferecer transparência e controles de privacidade, enquanto críticos veem o sistema como invasivo e com práticas semelhantes às de grandes empresas de tecnologia.
  • para se proteger, recomenda-se usar navegadores com mais privacidade (DuckDuckGo, Brave) ou bloquear rastreadores com ferramentas como Privacy Badger, Ghostery, AdBlock Plus ou uBlock Origin; confirmar fontes confiáveis antes de instalar extensões.

O TikTok atualizou o seu pixel, ferramenta que permite que sites de terceiros enviem dados de usuários para a plataforma. A mudança ocorreu em janeiro e ganha relevância com a expansão de rastreamento para além do app.

Segundo análises, o pixel atualizado coleta informações de navegação de sites que integram a tecnologia, mesmo de usuários que nunca tiveram conta no TikTok. Diagnósticos de saúde, fertilidade e crises de saúde mental foram citados como exemplos observados.

A reportagem aponta que o novo conjunto de funções amplia o alcance do rastreamento, conectando dados de várias fontes para segmentos de publicidade. O objetivo declarado é oferecer anúncios mais direcionados e medir resultados fora do TikTok.

O que mudou com o pixel

A atualização coincide com a venda das operações do TikTok nos EUA para um grupo ligado a interesses governamentais. Especialistas em privacidade acompanham com cautela as consequências para dados pessoais. A empresa diz que as políticas são transparentes e configuráveis.

Análises técnicas destacam que o pixel passou a interceptar dados enviados por sites para plataformas como o Google. A ferramenta permite que anunciantes acompanhem o percurso do usuário após a saída do TikTok, aumentando a eficácia das campanhas.

Representantes do TikTok afirmam que websites devem cumprir leis de privacidade e que usuários podem controlar o que é coletado. Em dados divulgados, a empresa diz oferecer opções para limpar dados e excluir informações para quem não usa a plataforma.

Como isso impacta a vida online

Especialistas de privacidade enfatizam que o ecossistema de publicidade vive de dados extensos, o que permite segmentação e personalização de anúncios. O Panorama atual sugere expansão do rastreamento para além das fronteiras do app.

Pesquisas de terceiros indicam que o TikTok mantém rastreadores em uma parcela relevante dos sites mais visitados, embora em escala menor que grandes plataformas como Google e Meta. O avanço é visto como uma escalada no monitoramento.

A divulgação aponta que o pixel atualizado pode aumentar a quantidade de dados enviados involuntariamente por sites, ampliando o acervo disponível para a plataforma. A empresa responde que a prática é respaldada por escolhas de privacidade dos sites.

Proteção e medidas práticas

Para reduzir a exposição, especialistas sugerem uso de navegadores com foco em privacidade, como DuckDuckGo e Brave, ou extensões que bloqueiam rastreadores. Bloqueadores de anúncios também ajudam a limitar parte da coleta de dados.

Além disso, recomenda-se verificar as configurações de privacidade do navegador e do TikTok. Usuários podem ajustar permissões, apagar dados coletados e, no caso de não uso, solicitar a exclusão de informações disponíveis.

Para quem não tem conta no TikTok, a proteção passa também pelo bloqueio de rastreadores e pela adoção de hábitos de navegação mais cautelosos. As mudanças refparam o debate sobre privacidade no ecossistema digital.

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