- Vídeo publicado neste domingo no X circula como se mostrasse uma foca arrastando um cachorro, mas é falso e foi criado com inteligência artificial.
- O material já tem mais de 3,5 milhões de visualizações, com legendas em inglês atribuídas aos donos do vídeo.
- A análise do Hive Moderation indica 99,8% de probabilidade de uso de IA na criação do conteúdo.
- Sinais de manipulação aparecem no registro, como a cabeça da foca desfigurada e as mãos da mulher distorcidas.
- O conteúdo faz parte de uma tendência de vídeos sintéticos de animais e já foi desmentido pelo serviço Fato ou Fake em outros casos semelhantes.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra supostamente uma foca arrastando um cachorro para o mar. A peça foi amplamente compartilhada neste domingo (15) no X e já acumula milhões de visualizações. A gravação foi identificada como fabrication com uso de inteligência artificial (IA).
A imagem mostra uma mulher em uma encosta de pedras de praia. Em certo momento, a foca salta para fora do mar, agarra o rabo do cão e o puxa para a água. A tutora reage tentando segurá-lo e diz frases em inglês que, na prática, reforçam a dramaticidade da cena. O conteúdo não informa claramente que foi gerado por IA.
Dados do monitoramento apontam que o vídeo tem indícios fortes de manipulação. Técnicas de IA distorceram mãos da tutora e a cabeça da foca, com marcas visíveis logo no início da gravação. Esses sinais são consistentes com outros conteúdos sintéticos já verificados.
O portal Fato ou Fake submeteu o material a uma ferramenta de detecção de IA, o Hive Moderation. O resultado aponta probabilidade de 99,8% de que o vídeo tenha sido criado ou alterado por IA. Especialistas destacam que esse conjunto de distorções corrobora a hipótese de falsificação.
Com a verificação, instituições de checagem lembram que vídeos sintéticos de animais têm ganhado adeptos nas redes. Em casos anteriores, também houve uso de IA para simular interações entre animais e pessoas, gerando desinformação.
Verificação e desdobramentos
- A checagem reforça a necessidade de cautela ao consumir conteúdos com linguagem sensacionalista.
- A descrição original da publicação não informa a prática de IA, o que dificulta a leitura crítica do material.
- Autoridades e plataformas recomendam buscar fontes oficiais e confirmar com organizadores de proteção animal ou institutos de pesquisa.
As fontes citadas incluem o Fato ou Fake, que já desmentiu conteúdos similares recentemente, e o Hive Moderation, ferramenta de checagem de imagens, vídeos e áudios criados com IA. As equipes destacam a importância de identificar traços de manipulação logo no início das gravações.
Outro vídeo recente, com temática parecida, também foi desmentido pela mesma linha de checagem, reforçando a atuação de especialistas em detecção de IA ao interpretar registros virais.
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