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ONU: 4,9 milhões de crianças com menos de cinco morreram em 2024

Quase quatro vírgula nove milhões de crianças com menos de cinco anos morreram em 2024, sinal de desaceleração na redução da mortalidade infantil, mesmo antes dos cortes de ajuda internacional

Displaced Palestinian children gather at a tent camp in Gaza City, February 3, 2026. REUTERS/Dawoud Abu Alkas/File Photo
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  • Em 2024, cerca de 4,9 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram, segundo estimativas da ONU.
  • A maioria das mortes é evitável com melhor acesso a cuidados de saúde e intervenções de baixo custo para problemas como nascimento prematuro e malária.
  • O progresso na redução da mortalidade infantil desacelerou desde 2015, ainda que as mortes evitáveis tenham diminuído pela metade desde 2000.
  • Os números de 2024 não podem ser comparados diretamente com 2023, pois houve mudança na metodologia; em 2022 foram 4,9 milhões e em 2023, 4,8 milhões.
  • Cortes na ajuda internacional e queda de financiamento ao desenvolvimento podem dificultar o monitoramento e o avanço, segundo autoridades da Organização Mundial da Saúde, UNICEF e parceiros.

Em torno de 4,9 milhões de crianças morrem antes de completar cinco anos em 2024, segundo estimativas da ONU. O número indica que o progresso para reduzir a mortalidade infantil desacelerou mesmo antes dos cortes de orçamento de ajuda global no ano passado.

Organizações que participaram do relatório — UNICEF, Banco Mundial, OMS e a divisão de população da ONU — destacam que a maior parte das mortes é evitável com melhor acesso a serviços de saúde e intervenções de baixo custo para problemas como parto prematuro e malária.

A agência da ONU ressalva que as taxas de mortalidade infantil vêm caindo desde 2000, mas o ritmo de queda diminuiu após 2015. Em 2022, o total foi também de 4,9 milhões; em 2023, atingiu 4,8 milhões, com ressalvas sobre comparabilidade de dados.

“A redução global da mortalidade infantil está desacelerando”, afirmou uma porta-voz da OMS, citando conflitos, instabilidade econômica, mudanças climáticas e sistemas de saúde frágeis como fatores. Cortes de ajuda agravam o desafio.

As cifras referem-se a 2024, período anterior a cortes de financiamento de grandes doadores como EUA, Reino Unido e Alemanha. Um relatório da Gates Foundation apontou, no fim de 2025, queda de quase 27% na assistência internacional à saúde em 2025 versus 2024.

UNICEF enfatizou que nenhuma criança deveria morrer por doenças preveníveis e alertou para sinais de desaceleração no progresso, agravados pela redução de orçamentos. Dados também dependem de coleta de informações mais fraca devido aos cortes de recursos.

O relatório baseia-se em dados da ONU e em estimativas da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, oferecendo uma visão consolidada do estado global da mortalidade infantil.

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