Nesta terça-feira (31), a cidade de São Paulo ganhou mais uma linha de transporte metropolitano, a 17-Ouro. Trata-se de um monotrilho, como a linha 15-Prata, com circulação em via elevada. A linha vai ligar a região do Aeroporto de Congonhas ao Morumbi e terá oito estações: Morumbi, com conexão com a Linha 9-Esmeralda; Chucri Zaidan; […]
Nesta terça-feira (31), a cidade de São Paulo ganhou mais uma linha de transporte metropolitano, a 17-Ouro. Trata-se de um monotrilho, como a linha 15-Prata, com circulação em via elevada.
A linha vai ligar a região do Aeroporto de Congonhas ao Morumbi e terá oito estações: Morumbi, com conexão com a Linha 9-Esmeralda; Chucri Zaidan; Vila Cordeiro; Campo Belo, com integração à Linha 5-Lilás; Vereador José Diniz; Brooklin Paulista; Aeroporto de Congonhas; e Washington Luís.
A estação Washington Luís, porém, não fará parte da operação inicial, para evitar mais impactos aos passageiros e aumentar o tempo de espera no trajeto dos trens, já que o funcionamento desse ponto exige a bifurcação da linha. A integração está prevista para junho de 2026.
Por enquanto, a linha opera de forma reduzida, de segunda a sexta, das 10h às 15h. No dia da inauguração, em 31 de março, o funcionamento será das 16h às 20h.
Nesse período, o serviço será gratuito até setembro de 2026. A previsão é que a operação completa comece em outubro do mesmo ano.
Nesta fase inicial, os trens também terão intervalo médio de 7 a 14 minutos e vão circular em ambos os sentidos pela mesma via. As viagens serão acompanhadas por funcionários a bordo, no modelo chamado de operação assistida.
A linha tem 6,7 quilômetros e tem como principal objetivo integrar o Aeroporto de Congonhas à zona sul de São Paulo.
Os 14 trens da frota da linha foram fabricados na China pela BYD SkyRail. Desse total, 11 unidades já estão no pátio Água Espraiada, e oito já foram comissionadas, ou seja, passaram pelos protocolos de testes de segurança e foram liberadas para operar. As outras três ainda estão a caminho do Brasil.
Assim como na linha 15-Prata, os trens não precisam de um maquinista ativo dentro dos vagões para operar, já que usam o sistema UTO, sigla para Unattended Train Operation.
Cada unidade tem cinco vagões, com passagem livre entre eles, ar-condicionado, iluminação em LED, câmeras de vigilância, sistemas de detecção e combate a incêndio e um conjunto de baterias embarcadas, que permite a continuidade da operação mesmo em caso de queda de energia.
A operação, totalmente elétrica, também contribui para a sustentabilidade, com previsão de reduzir em 25.937 toneladas por ano a emissão de poluentes e gases de efeito estufa.
Além disso, a linha deve reduzir o uso do transporte individual, com uma economia estimada de 11,7 milhões de litros de combustível por ano.
O evento de inauguração da linha contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito Ricardo Nunes. Em seus discursos, ambos destacaram a indignação com o atraso de mais de dez anos na entrega e a satisfação com a abertura da linha.
A linha 17-Ouro tem uma longa história. A inauguração estava prevista para 2014, no contexto da Copa do Mundo realizada no Brasil. No fim de 2015, porém, as obras foram suspensas e só voltaram a avançar após a assinatura de um novo contrato pelo governo de São Paulo, em 2020. O primeiro trem passou a ser testado nos trilhos em janeiro de 2026.
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