- O procurador-geral da Flórida entrou com processo contra a OpenAI, acusando a empresa de lançar o ChatGPT de forma insegura e de colocar usuários em risco.
- O documento afirma que a OpenAI comercializou a ferramenta sabendo dos seus riscos de segurança, incluindo desinformação e dependência de perguntas e respostas, conforme citado pelo The Wall Street Journal.
- A ação relaciona o caso a atentados e cita que a empresa teria incentivado suicídio, além de mencionar impactos na capacidade de pensamento crítico de usuários jovens. A OpenAI não comentou o processo.
- A investigação foi aberta em abril do ano passado, após um universitário usar o ChatGPT para obter informações sobre armas, munição e horários de maior circulação, ligado a um ataque na Universidade Estadual da Flórida em abril de 2025.
- O procurador afirma que a OpenAI não adota medidas de segurança suficientes para crianças e adolescentes e que a estratégia da empresa seria ampliar uso e valor de mercado, mesmo ciente dos riscos.
O procurador-geral da Flórida abriu processo contra a OpenAI, dona do ChatGPT, por supostamente ter lançado um produto inseguro que colocaria usuários em risco. A ação, apresentada nesta segunda-feira, sustenta que a empresa foi cúmplice de atentados e encorajou comportamentos nocivos. A OpenAI não respondeu ao contato da imprensa.
A denúncia de 83 páginas, segundo o documento, afirma que a empresa promoveu o ChatGPT mesmo ciente dos problemas de segurança. O objetivo, segundo o texto, seria ampliar treinamento, uso da ferramenta e valor de mercado, com falhas de controle voltadas a menores de idade.
Investigação antiga
Em abril do ano passado, o promotor abriu apuração após o universitário James Ikner usar o ChatGPT para obter informações sobre armas e munição. Ikner foi acusado de atirar contra estudantes na Universidade Estadual da Flórida, em abril de 2025, deixando duas mortes e seis feridos.
Resposta do caso
Na ocasião, um porta-voz do ChatGPT afirmou que a ferramenta não era responsável pelo crime e que coopera com a polícia para fornecer dados do suspeito. A promotoria sustenta que a OpenAI comercializava o produto ciente dos riscos, sem medidas de segurança suficientes para crianças e adolescentes.
Implicações legais e próximos passos
A ação acusa a empresa de promover um produto inseguro, visando lucro e expansão de mercado. Não há informações sobre possíveis multas ou medidas provisórias anunciadas pela autoridade. O caso pode abrir precedentes sobre responsabilidade de desenvolvedores de IA.
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