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Desinformação pode aumentar riscos após suspensão da vacina da dengue

Vacina contra dengue do Butantan é suspensa temporariamente para investigação, com especialistas destacando vigilância e cautela contra desinformação

Vacina contra a dengue do Butantan foi suspensa temporariamente após relatos de reações graves
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  • Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan após relatos de reações graves, com investigações para determinar possível relação com o imunizante; mais de 500 mil doses já foram aplicadas.
  • A suspensão permanece até a conclusão das investigações que apuram a possível ligação entre os casos e o imunizante.
  • Especialistas dizem que a medida pode afetar a confiança na vacinação, mas destacam que a suspensão é uma ação de segurança e investigação.
  • A médica Rossana Furquin ressalta a importância de transparência e de informar protocolos de segurança, considerando a suspensão como sinal de vigilância funcionando.
  • O impacto da interrupção varia por região, período do ano e perfil da população, podendo aumentar a suscetibilidade à doença e os custos públicos com assistência médica.

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, após relatos de reações graves. A pasta também investiga a possível relação de dois óbitos com o imunizante. A medida é preventiva e visa esclarecer os eventos adversos, mantendo a segurança da população.

Mais de 500 mil doses já haviam sido aplicadas no país. O ministro Alexandre Padilha informou que a suspensão permanece até o andamento das investigações. Não houve confirmação de falha do produto, apenas a necessidade de apurar os casos com rigor técnico.

Especialistas ouvidos pelo portal afirmam que a suspensão pode limitar a confiança em campanhas de imunização, mas não deve ser interpretada como falha da vacina. A avaliação é de que o protocolo de vigilância funciona ao interromper a aplicação para apurar os eventos.

Vigilância e transparência

Para médicos e bioeticistas, a comunicação clara sobre o que se sabe e o que está em investigação é essencial. A suspensão é vista como sinal de cautela e de funcionamento dos sistemas de farmacovigilância, que ajudam a mitigar riscos.

A autora desta avaliação destaca a necessidade de informar sobre os protocolos de segurança e de atualizar dados conforme a investigação avança. A transparência busca evitar desinformação e preservar a confiança no programa de imunização.

Impactos na adesão

Segundo especialistas, a hesitação vacinal pode variar conforme a localidade e o contexto. A compreensão de que a vigilância está ativa é essencial para não comprometer a adesão a outras vacinas.

A avaliação aponta que, embora a suspensão gere apreensão, o desfecho deve esclarecer se houve relação causal entre o imunizante e os casos graves. O objetivo é manter a proteção coletiva sem distorcer a percepção sobre outras campanhas.

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