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Morte durante salto sem corda: relatos de funcionários detidos à polícia

Depoimentos de instrutores presos apontam falha na conferência de equipamento de segurança, após morte de jovem de 21 anos em salto de bungee jump

Funcionários presos por morte de jovem em salto não sabem dizer o que aconteceu — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • O caso envolve a morte de uma jovem de 21 anos durante salto de bungee jump em Cordeirópolis, interior de São Paulo, após ser lançada sem equipamento de segurança preso ao corpo.
  • Três instrutores presos afirmaram à polícia não se lembrarem de quem era a responsabilidade pela instalação e pela conferência do equipamento antes do salto.
  • Um dos presos disse que cobravam cerca de R$ 180 por salto e que as funções não eram definidas de forma fixa, com conferência dos equipamentos feita de modo compartilhado.
  • A investigação aponta homicídio com dolos eventual; dos seis responsáveis pelo evento, três permanecem presos, justamente os que ergueram e lançaram a jovem.
  • A polícia também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com a vítima durante o salto; o corpo foi sepultado em Jandira, na Grande São Paulo.

Em Cordeirópolis (SP), uma jovem de 21 anos morreu ao salto de bungee jump sem estar presa ao equipamento de segurança. O caso levou à prisão de três instrutores que trabalham no local e à abertura de apurações pela Polícia Civil. A notícia foi divulgada pelo Fantástico neste domingo.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser lançada de uma ponte, com a corda de segurança ausente. Imagens de testemunhas mostram o momento em que a jovem é erguida sem o equipamento conectado ao corpo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do salto.

Depoimentos dos instrutores

Um dos presos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, afirmou que cobrava 180 por salto e que as funções não eram rigidamente definidas durante as atividades. Ele disse que a conferência dos equipamentos era feita de forma compartilhada, sem memória de quem instalou ou checou a corda no caso específico.

Outro instrutor, Maicon Fernandes Cintra, relatou participação na checagem dos equipamentos, mas também não recordou ter feito a conferência final no salto de Maria Eduarda. A delegacia investiga a ocorrência como homicídio com dolo eventual.

Andamento da investigação e estado dos envolvidos

Ao todo, seis pessoas estavam envolvidas no evento; três permanecem presas, aquelas que ergueram e lançaram a estudante. A Polícia Civil também apura o paradeiro de uma câmera que estaria com a vítima no momento do salto, ainda não localizada.

O advogado dos presos afirmou que eles estão em choque e sem condições de explicar o que ocorreu, diante de anos atuando na atividade. O corpo da vítima foi enterrado neste domingo em Jandira, na Grande São Paulo.

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