- Vignerons de toda a França, especialmente no sul, esperam temperaturas de até 40°C em Bordeaux e 38°C em Lyon nos próximos dias, com impactos principalmente para os trabalhadores ao ar livre.
- Para evitar riscos, alguns produtores começam o dia mais cedo, como das 6h às 13h, e fornecem proteção solar aos equipes.
- Os vinhedos ainda contam com reservas de água, e solos arenosos e pedregosos ajudam a reter umidade, segundo o produtor Victor Moreaud.
- Em Fronton, a estratégia é dividir atividades: manhã na vinha, tarde na cave, com cuidado constante e consumo elevado de água.
- A crise climática pode acelerar colheitas futuras e levar mudanças como uso de espécies de menor demanda hídrica, manejo do canopy e sombreamento, com colheitas antecipadas previstas para o fim de agosto de 2026.
O calor extremo continua a impactar a viticultura na França, com temperaturas previstas acima de 40°C em algumas regiões. Bordeaux deve chegar a 40°C, enquanto Lyon, Toulouse e Montélimar administram marcas em torno de 38°C nos próximos dias, segundo a Météo France. A prioridade é o bem-estar dos trabalhadores externos.
Os protagonistas são os vignerons de várias regiões, incluindo Saint-Émilion e Fronton. Victor Moreaud, coproprietário do Château Cormeil-Figeac, prevê mudanças de horários para proteger a equipe. Diane Cauvin, do Château La Colombière, em Fronton, também planeja reorganizar as atividades conforme a temperatura.
Ações imediatas envolvem ajuste de horários e proteção aos trabalhadores. Em Saint-Émilion, o horário passa a ser das 6h às 13h, com creme solar disponível aos funcionários. Em Fronton, as atividades começam às 7h30 e a parte de etiquetagem, sub-tiragem e preparo de pedidos ocorre à tarde.
Adaptações operacionais e gestão de água
A hydratation e a proteção física são prioridades para as equipes, mesmo nas horas matinais. Solos arenosos e rochosos exigem atenção a reservas de água; sustentação hídrica é citada como crucial para manter a vigor.
As mudanças vão além do curto prazo: a climatização futura envolve manejo de folhas, incorporação de uma faixa de vegetação para conservar umidade e reduzir evapotranspiração. Árvores serão plantadas para sombrear áreas de trabalho, ainda que pequenas, visando o bem-estar dos trabalhadores.
Especialistas apontam impactos na viticultura a médio prazo, com maior necessidade de seleção de variedades que demandem menos água e adaptação do manejo do vinhedo. Ajustes na altura do folhado e no manejo do emaranhamento vegetal ajudam a conservar a umidade do solo.
Os prazos para a colheita de 2026 já aparecem sob influência desse período de calor. O enólogo de Bordeaux aponta vendas precoces para o final de agosto, refletindo a soma de temperatura elevada e planejamento de campo.
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