A ação dura poucos segundos, mas o impacto pode ser imediato e, muitas vezes, duradouro. As chamadas gangues do “quebra-vidro” têm se tornado cada vez mais frequentes em São Paulo, chamando a atenção não apenas pela rapidez dos ataques, mas também pela expansão para diferentes regiões da cidade. Esse tipo de crime acontece, principalmente, quando […]
A ação dura poucos segundos, mas o impacto pode ser imediato e, muitas vezes, duradouro. As chamadas gangues do “quebra-vidro” têm se tornado cada vez mais frequentes em São Paulo, chamando a atenção não apenas pela rapidez dos ataques, mas também pela expansão para diferentes regiões da cidade.
Esse tipo de crime acontece, principalmente, quando veículos estão parados no trânsito. O criminoso se aproxima, quebra o vidro, geralmente com ferramentas simples ou até com o próprio corpo, e leva objetos visíveis, como celulares. Em muitos casos, a abordagem é tão rápida que a vítima mal consegue reagir.
Antes mais concentradas em áreas do centro, essas ações passaram a ser registradas também em bairros das zonas norte, sul e oeste, incluindo regiões movimentadas e vias importantes. O padrão, segundo autoridades, é aproveitar momentos de lentidão no trânsito, como horários de pico, para agir sem levantar suspeitas.
Relatos de vítimas indicam que os criminosos costumam agir em dupla ou grupo. Enquanto um executa o furto, outros auxiliam na fuga ou monitoram possíveis alvos. Há ainda casos em que comparsas observam pontos mais altos e indicam quais veículos têm objetos expostos.
Além do prejuízo material, as consequências vão além: há registros de ferimentos causados pelos estilhaços de vidro e também impactos emocionais, como medo de dirigir ou insegurança no trânsito. Trabalhadores que passam mais tempo nas ruas, como motoristas de aplicativo, estão entre os mais vulneráveis.
Chef Jacquin relata assalto dentro de táxi
O alcance desse tipo de crime não se limita a casos anônimos. O chef francês Erick Jacquin também relatou ter sido vítima de uma ação semelhante. Segundo ele, um criminoso quebrou o vidro do táxi em que estava e levou seu celular.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Jacquin afirmou que o episódio ocorreu recentemente, embora não tenha informado o local ou a data. “Infelizmente, isso faz parte do Brasil”, disse.
O chef contou que, após o roubo, tomou medidas de segurança, como a troca de senhas, mas alertou que os criminosos conseguiram acessar seu WhatsApp e poderiam tentar aplicar golpes se passando por ele. Ele também aproveitou para fazer um alerta direto: evitar o uso do celular dentro de veículos, especialmente próximos às janelas.
O relato reforça o caráter oportunista desse tipo de crime, que depende de brechas rápidas, muitas vezes, apenas alguns segundos de distração.
As autoridades afirmam que têm intensificado ações para combater esse tipo de crime, com uso de tecnologia, monitoramento e operações específicas para desarticular quadrilhas e redes de receptação de celulares roubados. Ainda assim, reconhecem que se trata de um crime oportunista, que se adapta rapidamente às condições da cidade.
A principal orientação para motoristas continua sendo evitar deixar objetos visíveis dentro do carro e redobrar a atenção em situações de trânsito parado. Medidas como películas de proteção também têm sido adotadas por parte da população.
O avanço dos casos mostra que, mais do que pontual, o fenômeno já se consolidou como uma das principais preocupações de segurança urbana na capital paulista.
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