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Yanomami comemora avanços dois anos após remoções de garimpeiros, mas teme

Queda do garimpo ilegal e melhoria da saúde mark dois anos, mas mercúrio persiste e áreas de garimpo ainda operam próximo às comunidades Yanomami

President Luiz Inácio Lula da Silva went to Boa Vista (Roraima) in January 2023 to announce emergency measures to protect the Yanomami.
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O território Yanomami, na fronteira com a Venezuela, é a maior terra indígena do Brasil e abriga cerca de 27 mil pessoas, incluindo comunidades isoladas. A retirada de garimpeiros ilegais começou há dois anos, após ações federais, e é acompanhada por relatos de retomada de rituais, cultivo e alimentação, segundo líderes locais.

Júnior Hekurari Yanomami, líder indígena da região, afirma que o povo voltou a se organizar, celebrando bananas e mandioca. A declaração ocorre em meio a um balanço oficial de ações do governo federal na área, anunciando avanços após anos de crises ligadas à presença de garimpeiros.

Em 2024, o governo federal informou que foram realizadas 3.536 operações de segurança na Terra Yanomami e que o número de profissionais de saúde aumentou de 690 para 1.759. A medida visa frear o garimpo ilegal e ampliar serviços médicos na região.

Contexto de crise

O período anterior à gestão atual ficou marcado pelo favorecimento aos garimpeiros e pela piora de condições sanitárias, com aumento de desnutrição infantil e surto de malária, agravando a violência e a degradação ambiental na região.

A retirada de garimpeiros envolveu o desmantelamento de maquinários, apreensão de equipamentos e o bloqueio de saídas logísticas, como aeródromos e fornecimento de combustível. Estima-se que as perdas econômicas atingiram dezenas de milhões de reais.

Situação atual na região

Apesar dos avanços, ainda existem pontos de garimpo e a mobilidade de mineradores persiste em áreas fronteiriças. Hekurari aponta que, embora a maioria tenha migrado, alguns grupos permanecem em regiões próximas a Venezuela, com provocações eventuais quando há presença policial.

Especialistas ambientais alertam que a contaminação por mercúrio continua no ecossistema, com impactos na pesca e na saúde humana. Estudos recentes indicam traços de mercúrio em amostras biológicas de moradores, incluindo crianças.

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