Tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que propõe a instalação de câmeras em salas de aula de escolas estaduais. A iniciativa, de autoria do deputado Lucas Bove (PL-SP), busca garantir a segurança de alunos e professores, além de documentar comportamentos inadequados, como violência e bullying.
O projeto surge em meio a preocupações com a segurança nas escolas, especialmente após um estudo da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) que revelou que quarenta e oito por cento dos estudantes e dezenove por cento dos professores já foram vítimas de violência. Bove argumenta que a tecnologia pode ajudar a melhorar o ambiente escolar, afirmando que “alunos não conseguem estudar, professores não conseguem dar aula”.
No entanto, o projeto enfrenta críticas. Especialistas, como a advogada Cléo Garcia, afirmam que as câmeras não inibiriam atos violentos, pois adolescentes que cometem ataques buscam visibilidade. Garcia destaca que a violência nas escolas é um problema multifatorial e que medidas educativas são essenciais para a prevenção.
A oposição ao projeto é forte. O deputado Simão Pedro (PT-SP) considera a proposta uma tentativa de censura e vigilância, afirmando que se esconde sob o pretexto de segurança. Bove, por sua vez, defende que a proposta visa proteger alunos e professores, e critica a esquerda por tratar o tema como uma questão ideológica.
O custo estimado para a implementação do projeto é de R$ 500 milhões, com a maior parte dos gastos voltada para o armazenamento seguro dos dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, a deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) protocolou um projeto que visa afastar professores que realizem doutrinação política, intensificando o debate sobre a liberdade pedagógica nas escolas.
Entre na conversa da comunidade