O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, neste domingo, 29, em um ato na Avenida Paulista, a anistia para os golpistas do 8 de Janeiro de 2023 como um “caminho da pacificação”. Ele solicitou apoio do governo federal e do Judiciário para a proposta, que ocorre 19 dias após ter chamado de “malucos” seus apoiadores que montaram acampamentos golpistas.
Durante a manifestação, que contou com cartazes contra o ministro Alexandre de Moraes e bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, Bolsonaro afirmou que a anistia é um “remédio previsto na Constituição”. Ele destacou que a iniciativa deve partir do Parlamento, independente dos outros Poderes. “Esperamos que essa anistia tenha o apoio dos outros dois Poderes, além do Legislativo”, disse ele.
A declaração de Bolsonaro surge em um momento delicado, pois ele enfrenta acusações graves relacionadas ao golpe, incluindo organização criminosa armada e golpe de Estado. Na última sexta-feira, 27, Moraes encerrou a fase de instrução da ação penal e abriu prazo para as alegações finais da Procuradoria-Geral da República e dos réus do núcleo crucial da trama golpista, que inclui o ex-presidente.
A proposta de anistia levanta questões sobre a responsabilidade legal dos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram prédios públicos em Brasília. A discussão sobre a pacificação política no Brasil continua a ser um tema controverso, especialmente em um cenário de polarização crescente.
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