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Capital social revela (des)vantagens e desafios para o desenvolvimento econômico

Falta de redes sociais limita a mobilidade econômica de jovens de baixa renda, destacando a necessidade de políticas públicas eficazes.

Foto: Reprodução
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A imobilidade social dos mais pobres é um tema que ganha destaque em estudos recentes, que revelam como a falta de redes sociais impacta negativamente a mobilidade econômica de jovens de baixa renda. Conexões entre diferentes classes sociais podem aumentar significativamente as chances de sucesso.

A educação é um fator crucial, mas não é a única variável que determina a ascensão social. Um exemplo ilustrativo envolve dois jovens formados em Direito, um de família rica e outro de origem pobre. Embora ambos tenham desempenho acadêmico similar, as oportunidades que encontram no mercado de trabalho são desiguais. O jovem de família rica tem maior probabilidade de contar com contatos que facilitam sua inserção profissional, enquanto o colega pode ser o primeiro da família a obter um diploma.

A desigualdade racial também é um fator importante. Estudo de Rafael Guerreiro Osorio destaca que, apesar de alguns avanços, a desigualdade racial no Brasil permanece em níveis alarmantes. O ciclo de desvantagens cumulativas, transmitido de geração para geração, é exacerbado pela falta de capital social.

Pesquisas, como a de Raj Chetty e coautores, mostram que moradores de áreas com maior diversidade socioeconômica têm melhores chances de mobilidade. A análise de 21 bilhões de conexões no Facebook revela que laços entre diferentes classes sociais aumentam a renda dos mais pobres. Em contrapartida, regiões segregadas limitam essas oportunidades.

Embora as redes de solidariedade sejam importantes, elas não substituem a necessidade de políticas públicas que promovam a mobilidade social. É fundamental interromper o ciclo de desvantagens que afeta desproporcionalmente crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

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