O chefe da Divisão de Segurança da Penitenciária Federal em Brasília solicitou reforço de policiais penais devido à escassez de efetivo que compromete a segurança da unidade. O pedido, feito em maio, destaca a necessidade de aumentar o número de agentes, especialmente considerando a presença de líderes de facções criminosas como o PCC e a ‘Ndrangheta.
A penitenciária, que abriga detentos de alta periculosidade, opera atualmente com apenas 30% do efetivo necessário. O sindicato dos policiais penais já havia alertado sobre a situação crítica, afirmando que os plantões têm funcionado com um contingente reduzido, o que gera preocupações sobre a segurança dos agentes e da unidade.
Recentemente, a administração da penitenciária tem utilizado policiais da Força Penal nas torres de vigilância para contornar a falta de efetivo. No entanto, essa medida é criticada pelo sindicato, que a considera ilegal, já que a atuação da Força Penal deve ser episódica e restrita a fins de treinamento.
A Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) defendeu que a penitenciária opera com um efetivo compatível com os protocolos de segurança, sem comprometer a ordem e a disciplina. A secretaria não divulgou a quantidade exata de agentes e presos, citando questões de segurança.
A situação se agrava em um contexto de aumento das atribuições da Polícia Penal, que agora inclui atividades de inteligência e gestão administrativa, além da custódia dos presos. A falta de pessoal é uma preocupação constante, especialmente após a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, que gerou uma crise no governo federal e exigiu investimentos em infraestrutura de segurança.
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