Recentes tensões em universidades brasileiras têm gerado preocupações sobre o aumento de atitudes antissemitas. Instituições como Unicamp e USP enfrentaram manifestações e ameaças, refletindo um clima de polarização social.
Na Unicamp, uma atividade acadêmica foi cancelada após ameaças de invasão por estudantes contrários. Na USP, o prédio de História e Geografia foi ocupado em protesto contra Israel. Esses eventos levantam questões sobre o renascimento de um fenômeno histórico, semelhante ao que ocorreu nas universidades alemãs nas décadas de 1920 e 1930.
Na Alemanha, a judeofobia começou a se manifestar dentro das universidades, que deveriam ser espaços de formação e tolerância. Estudantes exigiam a redução da presença de judeus, culminando em ações que levaram à demissão de professores e ao boicote de aulas. O governo nazista, em resposta, implementou leis que restringiam a participação de judeus na educação.
A situação atual nas universidades brasileiras ecoa esses eventos históricos. Em 2024, o Centro Acadêmico de Serviços Sociais da PUC-SP expulsou um aluno por ser judeu, enquanto na Universidade Federal de Santa Maria, estudantes solicitaram a lista de alunos judeus. Esses episódios levantam questões sobre a responsabilidade da sociedade em relação ao antissemitismo.
A jornalista Pilar Rahola questiona por que o conflito em Israel é o único que gera tanta atenção negativa. Ela destaca a necessidade de reflexão sobre o papel dos universitários, que podem se tornar líderes no futuro. A passividade diante do racismo e do antissemitismo é um alerta para a sociedade contemporânea.
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