O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, que foi demitido do PL a pedido da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A demissão ocorreu em maio, após a divulgação de conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) que revelaram críticas de Wajngarten à candidatura de Michelle à presidência.
Em uma postagem na rede social X, Eduardo destacou que Wajngarten saiu da sigla “de uma maneira no mínimo confusa” e elogiou sua lealdade à família Bolsonaro. “Ele mantém a postura e segue ajudando naquilo que é possível”, afirmou o deputado, ressaltando a importância da lealdade em tempos difíceis.
Wajngarten, por sua vez, negou ter atrapalhado investigações e criticou Michelle em mensagens trocadas com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. As conversas, que fazem parte de um acervo de 77 gigabytes coletados pela PF, revelaram que Wajngarten e Cid preferiam votar em Lula a apoiar Michelle em uma possível candidatura em 2026.
Tensão Interna no PL
A demissão de Wajngarten e as mensagens que a motivaram expõem tensões internas no PL. Em um dos diálogos, Wajngarten expressou preocupações sobre a viabilidade da candidatura de Michelle, questionando a percepção do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Cid, em resposta, ironizou a situação, afirmando que Michelle enfrentaria dificuldades se entrasse para a política.
Desde o fim do mandato de Jair Bolsonaro, Wajngarten atuava como assessor de imprensa do PL. Sua saída e as críticas à ex-primeira-dama refletem um cenário de incertezas e divisões dentro do partido, que busca se reestruturar após as eleições passadas.
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