O Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, obteve apoio parlamentar para seu polêmico projeto de lei de bem-estar social, mas teve que abandonar elementos essenciais, como a restrição de critérios de elegibilidade para benefícios. Essa manobra evitou uma rebelião maior dentro do Partido Trabalhista, embora 49 deputados tenham votado contra a proposta.
As reformas inicialmente planejadas visavam reduzir o orçamento de bem-estar em £5 bilhões até o ano fiscal de 2029-30. Contudo, a nova estimativa da Resolution Foundation indica que o projeto agora custará cerca de £200 milhões anuais, aumentando a pressão sobre a Ministra das Finanças, Rachel Reeves.
A falta de cortes nos pagamentos de benefícios diminuiu a margem de manobra fiscal de Reeves, conforme apontou o Institute for Fiscal Studies. A diretora adjunta da instituição, Helen Miller, destacou que, com os planos de gastos já definidos, aumentos de impostos se tornam cada vez mais prováveis.
A situação gera especulações sobre quais impostos poderão ser elevados e em que medida, especialmente com a aproximação do orçamento de outono. O governo enfrenta um cenário desafiador, onde a necessidade de ajustes fiscais se torna evidente diante das novas projeções de gastos.
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