Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão pressionando por uma aproximação com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, na próxima semana. O objetivo é distensionar a relação entre o governo e o Congresso, que tem enfrentado desafios nos últimos meses. A falta de diálogo é vista como um risco, especialmente em relação à escolha de um relator opositor para a CPMI do INSS.
Interlocutores de Lula reconhecem que a tarefa não será fácil. O presidente tem se mantido em uma “clausura doce” durante seu terceiro mandato, o que pode estar contribuindo para a tensão com os líderes do Legislativo. Aliados temem que essa distância possa resultar em reveses legislativos, dificultando a aprovação de pautas importantes para o governo.
A estratégia sugerida inclui que Lula busque um encontro com Motta, que retornará de um evento no exterior, e aproveite as duas semanas de trabalho no Legislativo antes do recesso parlamentar. A expectativa é que essa aproximação possa evitar a escalada de conflitos e garantir um ambiente mais favorável para a tramitação de projetos.
A CPMI do INSS, que já não tem gerado tanta mobilização nas ruas, pode ganhar novo fôlego caso a oposição consiga um relator alinhado a seus interesses. Por isso, a urgência em restabelecer o diálogo é considerada crucial para a manutenção da governabilidade e a efetividade das ações do governo.
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