LISBOA – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enfatizou a importância de uma resposta integrada entre o setor público e privado para combater o uso de criptomoedas por organizações criminosas. A declaração foi feita durante o Fórum de Lisboa, em meio a uma investigação sobre um ataque hacker a uma instituição financeira nacional.
Rodrigues destacou que a lavagem de dinheiro é uma das principais preocupações, com o investimento em criptoativos sendo uma modalidade crescente. Ele afirmou que o combate a essas práticas requer não apenas ações policiais, mas também um trabalho regulatório conjunto com instituições financeiras e agências do setor. “A integração é fundamental para enfrentarmos esse desafio”, disse.
A Polícia Federal já colabora com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e busca expandir essa cooperação para corretoras de criptomoedas e outros negócios. Rodrigues mencionou que a PF está se estruturando para lidar com o aumento dos crimes cibernéticos, com a criação de uma Diretoria de Crimes Cibernéticos e uma equipe técnica dedicada.
Atualmente, a PF investiga um ataque que utilizou credenciais de clientes para realizar transferências fraudulentas. Um suspeito foi detido em São Paulo, e as autoridades estão apurando o desvio de recursos para carteiras digitais no exterior. Apesar da complexidade da investigação, Rodrigues expressou otimismo, afirmando que a PF tem uma taxa de resolução de 86% em suas investigações.
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