O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que está disposto a permitir que imigrantes que trabalham em fazendas permaneçam no país, desde que seus empregadores se responsabilizem por eles. A declaração foi feita em um discurso em Iowa, onde a agricultura é uma atividade predominante. Trump afirmou que está colaborando com o Departamento de Segurança Interna para implementar essa medida, que visa apoiar os fazendeiros que dependem de mão de obra migrante.
A proposta de Trump contrasta com sua postura anterior, que era mais rígida em relação à imigração. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, tem liderado esforços para deportar imigrantes que entram ilegalmente nos EUA. Recentemente, um e-mail interno indicou que as operações de fiscalização em setores como agricultura e hotelaria deveriam ser suspensas, uma decisão que, segundo fontes, foi tomada após Trump perceber a gravidade das ações de deportação.
Trump também mencionou que discutirá a situação com a indústria hoteleira, que, assim como a agricultura, depende fortemente de trabalhadores imigrantes. De acordo com Douglas Holtz-Eakin, ex-diretor do Escritório de Orçamento do Congresso, cerca de 80% dos trabalhadores agrícolas nos EUA são estrangeiros, e quase metade deles são imigrantes ilegais. A redução dessa força de trabalho pode impactar os preços dos alimentos, tornando-os mais altos para os consumidores.
As recentes operações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) em campos da Califórnia resultaram na ausência de muitos trabalhadores. A agricultora Lisa Tate relatou que cerca de 70% dos trabalhadores desapareceram, e muitos têm medo de voltar ao trabalho devido à incerteza sobre sua segurança. A situação tem gerado preocupação entre os fazendeiros, que enfrentam dificuldades para encontrar mão de obra disposta a realizar essas atividades.
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