As ações da Tesla caíram 7,13% no pré-mercado desta segunda-feira, 7, após o CEO Elon Musk anunciar a criação do America Party, um novo partido político. O objetivo é conquistar duas a três cadeiras no Senado e entre oito e dez na Câmara, buscando influenciar votações em Washington.
Musk fez o anúncio no último fim de semana, afirmando que a nova sigla poderia ser decisiva em leis controversas. A movimentação gerou descontentamento entre investidores, que veem a iniciativa como uma distração em um momento crítico para a montadora. Dan Ives, da Wedbush Securities, destacou que muitos acionistas estão preocupados com a prioridade política de Musk em um período estratégico para a Tesla.
A fabricante de veículos elétricos já enfrenta desafios, como uma queda de 14% nas entregas no segundo trimestre em comparação ao ano anterior. A concorrência no setor também se intensifica, especialmente na China, onde rivais locais estão ganhando espaço. Musk já havia se envolvido na política anteriormente, integrando o Departamento de Eficiência Governamental durante a administração de Donald Trump, mas se desligou em maio, o que foi bem recebido pelo mercado.
Agora, sua nova incursão política provoca críticas, inclusive do ex-presidente Trump, que chamou a fundação do America Party de absurda. A situação se complica ainda mais com a crescente concorrência e os resultados abaixo do esperado, colocando a Tesla em uma posição delicada no mercado de veículos elétricos.
Analistas apontam que a tensão entre Musk e Trump pode resultar em cortes nos subsídios do governo para veículos elétricos. A desconfiança dos investidores aumentou, levando a uma perda de US$ 13,5 bilhões em valor de mercado nesta segunda-feira. A relação entre Musk e Trump se deteriorou desde junho, quando Musk criticou um projeto de lei fiscal assinado pelo ex-presidente.
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