Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) expressam descontentamento com a articulação do governo Lula, especialmente em relação a indicações para tribunais e à sobrecarga da pauta da corte com questões políticas. As críticas se intensificaram após a escolha de Carlos Pires Brandão para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), que desagradou a alguns magistrados da corte.
O descontentamento se agrava no contexto do conflito entre o governo e o Congresso sobre a validade do decreto que aumentou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, suspendeu as normas editadas por Lula e agendou uma audiência de conciliação para o dia 15. Ministros do STF defendem um diálogo mais efetivo entre o Executivo e o Legislativo, atuando como moderadores.
Além disso, a escolha de Brandão, que contou com apoio de Kassio Nunes Marques, gerou insatisfação entre os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Moraes, que preferiam outro candidato. A tensão se intensifica com a próxima escolha de um novo ministro para o STJ, onde Marluce Caldas é vista como favorita, mas sua seleção poderia ser interpretada como uma manobra política.
Ministros do STF também pedem uma melhora na interlocução com o governo. Atualmente, a comunicação é liderada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, mas nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, são considerados mais adequados para essa função. A sucessão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também promete aumentar as tensões, com Lula enfrentando a difícil tarefa de escolher entre candidatos com diferentes apoios políticos.
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