Em um cenário de tensões na política externa brasileira, o governo Lula decidiu retirar a candidatura de Fábio Sá e Silva à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A eleição, realizada na manhã de 11 de agosto, resultou na vitória do mexicano José Luis Caballero Ochoa, que obteve 23 votos, enquanto o brasileiro recebeu apenas 3.
A decisão de recuar na disputa gerou críticas em Brasília. Apesar do apoio formal do Planalto à candidatura de Sá e Silva, houve resistência interna e articulações no Itamaraty para buscar um consenso com o México. Fábio Sá e Silva, professor da Universidade de Oklahoma e vinculado ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi apresentado como uma alternativa progressista na CIDH. Seu nome contava com o aval do chanceler Mauro Vieira, do advogado-geral da União Jorge Messias e do próprio presidente Lula.
A retirada da candidatura ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta desafios adicionais nas relações com os Estados Unidos, especialmente após a imposição de tarifas por Donald Trump a produtos brasileiros. Essa situação complexa reflete as dificuldades que o governo enfrenta para equilibrar suas prioridades internas e externas.
Entre na conversa da comunidade