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Desmatamento na Amazônia cresce 27% no primeiro semestre, enquanto no cerrado cai 10%

Desmatamento na Amazônia aumenta 27% em 2025, enquanto o Cerrado registra queda. Governo investe R$ 825,7 milhões em fiscalização ambiental.

Área desmatada na Amazônia, perto de Porto Velho (RO) (Foto: Ueslei Marcelino - 6.fev.25/Reuters)
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O desmatamento na Amazônia cresceu 27% no primeiro semestre de 2025, totalizando 2.090,3 km², segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em contraste, o Cerrado apresentou uma redução de 11%, caindo de 3.724,3 km² em 2024 para 3.358,3 km² neste ano.

Os alertas de desmatamento na Amazônia, monitorados pelo sistema Deter, indicaram que em junho de 2025, 457 km² estavam sob alerta, a menor área para o mês desde 2016. Apesar disso, a alta cobertura de nuvens pode ter ocultado parte da devastação. Os estados mais afetados foram Mato Grosso, Pará e Amazonas, com Mato Grosso respondendo por mais da metade da área desmatada.

O aumento no desmatamento é atribuído a incêndios atípicos ocorridos entre agosto e outubro de 2024. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) destacou que, sem a influência desses incêndios, o desmatamento teria caído 1,5%. No Cerrado, o uso do fogo continua sendo um fator significativo de destruição.

Ações do Governo

Para combater o desmatamento, o governo anunciou investimentos de R$ 825,7 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer a fiscalização ambiental. A verba será utilizada para aumentar a presença do Estado na região, modernizar a resposta ao desmate ilegal e adquirir equipamentos como helicópteros e drones.

Os dados semestrais reforçam a necessidade de ações efetivas na Amazônia, que representa 59% do território brasileiro e é crucial para o equilíbrio ambiental global. O governo, em parceria com estados e municípios, implementa ações para prevenir incêndios e monitorar o desmatamento, com uma redução de 75,4% nas áreas queimadas na Amazônia em comparação ao ano anterior.

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