Roberto Soriano, ex-chefe do PCC, foi condenado a 44 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do agente penitenciário Alex Belarmino, ocorrido em setembro de 2016. O julgamento, que durou oito dias, revelou um racha interno na facção criminosa, com Soriano e outros ex-aliados de Marcola debochando do líder do PCC.
Durante as audiências, Soriano, conhecido como “Tiriça”, e Abel Pacheco, o “Vida Loka”, criticaram Marcola, afirmando que ele é um “cagueta” e que o crime em São Paulo não merecia passar por essa “vergonha”. As declarações foram feitas em resposta a um áudio de Marcola, onde ele o chamava de psicopata e o acusava de ser o mandante da morte de Belarmino.
O Ministério Público Federal utilizou essas gravações como evidência no julgamento. Apesar das críticas, Soriano e seus aliados foram excluídos do PCC após tentativas de expulsar Marcola da facção. Pacheco ironizou a relação de Marcola com agentes de segurança, afirmando que ele “mia igual a um gatinho” quando se tratava de colaborar com a polícia.
Alex Belarmino foi emboscado e baleado 23 vezes enquanto se dirigia ao trabalho na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Ele deixou dois filhos. O advogado de Soriano, Cláudio Dalledone, anunciou que irá recorrer da sentença. A Justiça Federal já havia condenado outros 15 acusados de envolvimento na execução do agente, com várias sentenças proferidas entre 2021 e 2023.
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