Uma comissão do Senado dos Estados Unidos divulgou um relatório que aponta falhas “indesculpáveis” do Serviço Secreto durante uma tentativa de assassinato de Donald Trump em julho de 2024. O incidente ocorreu em um comício na Pensilvânia, onde o então candidato presidencial republicano foi ferido na orelha direita por um tiro de um atirador de elite. O ataque resultou na morte de um espectador e deixou outros dois feridos. O agressor, identificado como Thomas Crooks, de 20 anos, foi morto por um agente de segurança.
O relatório, elaborado pela Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais, destacou que as falhas de segurança quase custaram a vida de Trump. O presidente da comissão, Rand Paul, criticou a falta de coordenação do Serviço Secreto com as autoridades locais e a ausência de ações baseadas em informações confiáveis. “Foi um colapso total da segurança em todos os níveis, alimentado pela indiferença burocrática”, afirmou Paul.
Em resposta às falhas, o Serviço Secreto anunciou a suspensão de seis membros, com penalidades que variam de 10 a 42 dias sem pagamento, além de transferências para cargos não operacionais. A comissão pediu medidas mais severas contra os responsáveis, ressaltando que as consequências até agora não refletem a gravidade da situação. O relatório não abordou as motivações do atirador, mas enfatizou a necessidade de uma revisão completa dos protocolos de segurança.
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