O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta segunda-feira (21) para manter a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O placar está em 4 votos a 0, e ainda faltam três votos.
Votaram pela manutenção da decisão os ministros Floriano de Azevedo Marques, relator do caso, Dias Toffoli, Villas Bôas Cueva e Estela Aranha. Ainda precisam votar os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Sebastião Reis Júnior.
A votação analisa a decisão individual de Floriano de Azevedo Marques, que, no sábado (19), determinou a suspensão da campanha de Deltan. A medida também interrompeu as aparições do candidato no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e proibiu o acesso ao fundo eleitoral.
O ministro atendeu a um pedido da Coligação Paraná para Todos, formada pelo PT, e considerou Deltan inelegível. A coligação recorreu ao TSE depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) ter deferido o registro de candidatura de Deltan, na semana passada, por 4 votos a 3.
Antes de entrar para a política, Deltan atuou como procurador da República e chefiou a força-tarefa da Operação Lava Jato. Em 2023, o TSE cassou o mandato de deputado federal de Deltan. Segundo a decisão, ele pediu exoneração do cargo de procurador do Ministério Público Federal (MPF) enquanto havia procedimentos disciplinares em tramitação contra ele.
A legislação estabelece inelegibilidade por oito anos para membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença ou pedido exoneração durante a tramitação de processo disciplinar.
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